
Graças a Deus e que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos nesta tarde em que se reúnem em nome de Jesus, para mais este vosso encontro, vosso exercício mediúnico, vossa veiculação das energias e palavras da espiritualidade através de vós mesmos. O exercício da sintonia com falanges orientadoras de vossa estrada.
Disse Jesus que a cada vez que duas ou mais pessoas se reunissem em seu nome, ele estaria presente. Presente nas suas emanações como também presente naqueles que falam em seu nome. Todos os vossos mentores, todos os guias, todos aqueles que vibram no bem têm avaliação de Jesus para seguir o seu trabalho. Não há trabalho que seja em vão, não há trabalho que seja efêmero quando ele se presta à melhora da humanidade, seja através da assistência material, tão necessária em vosso mundo, da assistência humanitária, como também da assistência de aconselhamento ou também através do exercício mediúnico de libertação de energia deletérias, buscando a libertação da criatura.
Muitos falam em libertação, em buscar a felicidade, em ter paz, mas a grande maioria das pessoas que buscam a libertação e buscam ter paz, muitos buscam tão somente o imediatismo, a pressa de um desconforto, muitas vezes passageiro ou que eles mesmos criaram; mas querem que a solução seja imediata. Buscam a luz, mas não querem sair da sombra, buscam a felicidade, mas não querem deixar de lado atitudes, hábitos, costumes e crenças que os impedem de ser felizes. E muitas vezes, arraigados em vícios de comportamento que podem ser mudados com o exercício, muitas vezes vícios morais que são sedimentados através dos anos, mas que o constante exercício da personalidade consegue modificar. Então tudo que conseguem é um momentâneo alívio de suas dores ou das energias que os cansam. Momentaneamente se libertam, agradecem, mas sacodem a poeira dos pés e vão embora retornando às suas vidas que não querem abandonar.
Então todos a vós que buscam a felicidade, a libertação, dizemos que todo progresso requer um esforço e a natureza é pródiga em vos exemplificar como que a libertação requer o esforço da criatura. As aves poedeiras, quando seus rebentos brotam dos ovos, o próprio rebento, o próprio pinto, o próprio passarinho é que fura a casca de seu ovo e busca a liberdade do ambiente, que até então acolhedor, se tornou demasiado desconfortável. A criança no ventre da mãe, no início da gestação, boia em um universo, tão pequenina que é, mas na medida em que cresce e vai preenchendo aquele espaço, aquela criança fica desconfortável, fica desconfortável ela, desconfortável a mãe que carrega um peso que não é seu e ela precisa ser expulsa.
Então tudo na vida requer um esforço para sua libertação, mas somos acostumados a buscarmos curativos para as feridas que temos, mas não nos esforçamos em sanear efetivamente o ambiente em que estamos para que as feridas cicatrizem. É como se trocássemos o curativo e não trocássemos de roupa, não trocássemos a roupa de cama, e estamos sempre imersos em um ambiente insalubre e as feridas não cicatrizam. Assim são as dores das pessoas que buscam os variados templos, ansiando serem libertas, serem curadas e serem orientadas e recebem a orientação, mas não assimilam que precisa do seu esforço para haver a efetiva melhora, a efetiva libertação.
O sol nasce para todos. A cada dia ele banha o pântano, a cidade, o rio, as várias partes da natureza. O sol não escolhe aonde se deita. Então assim são as verdades e as orientações da espiritualidade. Cabe ao homem buscar esse refrigério e modificar-se, mas assim como o sol não escolhe aonde se deita e banha todo o mundo, há aqueles que buscam ficar dentro de casa, não se expondo ao sol, evitando a luz, quando poderiam estar ao sol da manhã aquecendo os ossos. É tudo uma condição de escolha da criatura. O sol sempre banhará o mundo e cada um se exporá ao sol quando a sua vontade assim o permitir. Assim como também as verdades e orientações pululam prodigamente em todos os templos, dos vários sacerdotes que existem no mundo, as verdades saem, mas cabe ao crente, cabe aquele que busca orientação, assimila-la ou tão somente fazer curativos que nada sanearão, a não ser vagos momentos de leve alívio, mas que precisa da disposição da criatura para seguir adiante.
Servir, servir e servir. A cura do mal da humanidade passa pelo servir, passa pelo ser útil, passa pelo buscar compadecer-se pela dor do outro. Passe a interessar-se pelo outro de maneira que possa auxilia-lo, porque se a dor do outro não lhe incomoda, é porque o próprio ser humano, ainda está longe do sol, nas trevas de si mesmo, no seu egoísmo e dele precisa sair, para que possa encontrar a paz.
Graças a Deus.