
Graças a Deus e que a paz de nosso senhor Jesus Cristo esteja com todos nesta tarde em que se reúnem em nome de Jesus; mais um profeta vindo ao mundo em missão de orientação ao povo habitante no mundo Terra.
Jesus foi um dos muitos emissários que vieram, que deixaram a sua mensagem, que deixaram exemplos para toda a humanidade e principalmente para os seus contemporâneos e os seus conterrâneos. A missão está onde se encontra o homem, mas sua palavra foi tão poderosa que envolveu todo o mundo, mas outros mestres vieram ao mundo com as mesmas ideias, com a mesma missão, com a mesma ideologia de Jesus. Cada um com sua língua, cada um a seu tempo, cada um com à sua maneira, mas com a mensagem única de congraçamento, de responsabilidade do ser humano para com o próprio ser humano, para consigo mesmo, para com o seu mundo, para com a natureza.
A orientação de todo espírito iluminado que vem ao vosso mundo, sempre pauta pela harmonia, pela justiça, pela equidade, pela honra e cada um dentro da sua própria maneira, exemplifica e vive aquilo que ele acredita, porque é preciso que o homem que exemplifica exercite o próprio verbo que veicula. Não adiantam palavras infladas que o vento leva; é preciso o exemplo que sedimenta a ação. É preciso a ação que coloca em movimento o pensamento do ser humano. Todos esses emissários, nem um deles é conhecido pelo ócio ou pela contemplação que a nada leva. Todos eles colocaram os pés no mundo e as mãos no trabalho, materializando a palavra que veicularam.
Então é importante entenderem que cada um que absorve essas ideologias e cada um que vai ao mundo e se mostra e que exercita aquilo que fala, é o farol de si mesmo. Ele busca a orientação do alto, mas a sua comunhão com a luz que vem do alto o torna, por si, uma lanterna no mundo e ele vai iluminando o próprio caminho e é isso que se espera de cada criatura seguidora, seja de que mártir, de que profeta, seja de que divindade for; que ela consiga assimilar a luz que ela busca, para que ela mesma possa passar a iluminar o seu caminho.
Assim como as velas que se tocam e uma chama passa para outra, sem necessariamente haver sofrimento, é isto que precisamos fazer ao buscar a divindade. Não buscar uma salvação, não buscar a solução, não pedir milagres, mas ser o milagre, ser a ação e para isso é necessário despir-se e para isso despojar-se do que desnecessário para que se possa, mais leve, conseguir assimilar, dar espaço mental às novas coisas que virão. Porque enquanto ficarmos pedindo milagres e pedindo renovação, mas não renovarmos a casa interna, não haverá espaço, porque há coisas que não se combinam, não compactuam, precisamos fazer uma limpeza completa em nossa mente, semear dentro dela aquilo que vai trazer bons frutos.
Quando percebemos que antigas ações e antigas verdades não fazem mais sentido e tudo que fazemos é nos agarrar a elas como náufragos buscando salvação, é hora de mudar, é hora de permitir que as marés nos levem a praias onde há luz, onde há sol, onde há vento, para que possamos nos despojar de tudo que não funciona mais e só assim teremos paz e deixaremos de pedir salvação e seremos a salvação, porque abrimos espaço no coração e na mente para renovação prometida por todos esses mestres enviados. E é necessário que tenhamos a coragem de fazer isso, é necessário que tenhamos a boa vontade de fazer isso para nós mesmos, porque cada um salvará a si mesmo.
Jesus e todos os outros mestres que passaram pelo mundo e deixaram as mensagens e a quem buscamos com ânsia, para que nos salvem, salvaram-se a si, porque entenderam a mensagem. Cabe a nós por imitação seguirmos os seus passos, mas sermos nós capazes de emitirmos a própria luz que temos, porque não existe criatura no mundo incapaz de compreender a mensagem do amor e do perdão. Existem, sim, criaturas teimosas, que se agarram à verdades que não funcionam mais e que atrasam a própria evolução. Não existe criatura no mundo que não consiga chegar aonde chegou o mestre, aonde chegou Jesus, porque o próprio Jesus disse: “aonde eu cheguei, qualquer um de vós poderá chegar”; e ele nos aguarda.
O caminho está trilhado, basta seguir, mas seguir o caminho que Jesus trilhou dá trabalho, dá trabalho interno, requer coragem, requer limpeza de coração e de mente. Podemos ter Jesus pendurado nas paredes, em cima do altar, pendurado no peito, falar o seu nome, falar em seu nome, mas enquanto não agirmos igual a Ele, a luz não se acenderá, a chama da vela não tocou a outra vela. Então que consigamos entender essa trajetória, não basta pedir, é necessário ir até Jesus, é necessário permitir que os nossos pés nos levem até Ele, com a coragem necessária, com toda a liberdade e coragem que isso requer.
Então que a renovação se faça presente nos que realmente querem renovar, nos que estão cansados, porque Ele disse: “vinde a mim todos vós que sofreis e que estais cansados”; atentem que Ele disse, vinde a mim, Ele não falou, vou até vós. Ele nos chama, porque o esforço é nosso, o esforço é de quem quer se iluminar. Vinde a mim, se queres vinde, tendes pés, tendes mãos para pedir, mas eu vos aliviarei, não disse, eu vos retirarei o peso, eu vos isentarei das suas faltas, eu vos aliviarei. É alívio e não isenção, porque a responsabilidade permanece, a responsabilidade do homem permanece com ele. Este livrar-se do peso e renovar-se é questão do homem, é ele que pode arejar a casa, é ele que abre a porta do coração, é uma porta que só se abre por dentro.
Então que possamos fazer com que o cansaço seja o combustível para irmos até Jesus. O convite está feito há mais de dois mil anos, cabe a nós ouvirmos e realmente querermos, para que possamos compreender e sermos nós, luzes no mundo que precisa porque está enfermo e o remédio está dentro de cada um de nós. É a fé em si, é a confiança em si, o ser melhor de si, não competir com o outro, competir consigo, entender que não existe criatura no mundo feita para o sofrimento, mas existe criatura no mundo que precisa de lapidação, de educação moral, emocional e aí conseguiremos entender as mensagens dos profetas que nos aguardam.
Graças a Deus.