
Graças a Deus.
Bendito e louvado seja o nome de Nosso Senhor Jesus.
Graças te damos Senhor por mais essa oportunidade de convivência, de trabalho, junto ao povo terrícola.
Graças damos Criador por todo trabalho que se desdobra, que se oferece diante de nós, se oferecendo como grande terreno a ser trabalhado, um grande quintal de oportunidades e, que possamos junto aos trabalhadores de boa vontade, seguirmos semeando, colhendo de acordo com a semeadura, mas acima de tudo aprendendo a todo momento.
Não existe semeadura que não traga uma colheita e a semeadura que não traz colheita é porque não foi levada adiante com a responsabilidade necessária e, até o que não se colhe, é a colheita que deveríamos ter colhido; se com afinco tivéssemos trabalhado.
Ismael nos diz: “Dai a estes que se encontram ligados ao pesado fardo da matéria a orientação perfeita no caminho da virtude, único pelo qual te podemos encontrar”. Dai-nos a orientação perfeita, porque o mundo manifestado é a escola onde acumulamos o conhecimento e onde praticamos. Diferente da escola acadêmica onde os exames demonstram na sua essência o acúmulo do conhecimento, mas não significa o aprendizado, porque ele se demonstra e se sedimenta na vivência, na repetição, na responsabilidade em colocá-lo em prática, nas oportunidades que a vida traz, mas enquanto escola, o mundo manifestado, oferece à criatura encarnada a repetição, dentro da linha do tempo na sua espiral, a repetição para que o aprendizado possa ser experimentado e fixado. Mas a criatura que evolui, ou que espera que esteja evoluindo, precisa entender que existe o tempo lógico e a repetição cronológica das experiências, mas nem sempre o aprendizado ocorre simultaneamente à experiência vivida. A digestão da experiência precisa acontecer dentro da criatura, seja no amargor que deixa ou na felicidade que promove. É através dos efeitos da experiência e das ações e decisões da criatura que ele se sedimenta pouco a pouco.
E a espiritualidade não tem nenhuma pressa para que a criatura de Deus, ser de razão, ser pensante. Não se marca o tempo como um encontro, com prazo delimitado e definitivo; é a sensibilidade da criatura que permite que ela absorva e sedimente o conhecimento. E quando ela entende que quanto mais cedo se torna dócil ao aprendizado, entende que as decisões que toma ou que deixa de tomar repercutem em si e no mundo manifestado a sua volta, assim como a decisão de aplicar o perdão ou aplicar a lamúria ou a culpa ou a vingança. A escola da reencarnação e do mundo manifestado tem várias maneiras de deixar suas marcas, mas é justamente o modo como se vivencia, o modo como se absorve é que permite a criatura o seu ir e vir na trajetória do tempo que não espera e nem para por ninguém. Simplesmente nos impulsiona, nos alimenta, mas também nos consome enquanto seres materializados.
O tempo consome a matéria, a degrada, a envelhece e quando a criatura percebe e aprende a viver no tempo que se estende além da matéria, ela se permite aprender com maior naturalidade, a experimentar com maior delicadeza e sabedoria, as experiências que a matéria traz, porque se coloca acima da experiência do tempo lógico e se permite ver as várias formas de tempo que transitam no universo e aí percebe porque existem tempos que não passam, existem tempos que se vão tão cedo e aprende a colocar a sua mente, a sua consciência dentro do exato diapasão de tempo que lhe coloque em sintonia com a sua essência, porque não há criatura de Deus que não tenha a sua centelha dentro de si.
Quando conseguimos nos colocar acima do tempo lógico em que nos cobramos, em que excessivamente nos mutilamos para nos adequar, quando encontramos a leve presença da Divindade em nós, nos harmonizamos e nos permitimos a assimilação do aprendizado que há tanto tempo vimos repetindo, mas só precisamos entender que não somos seres fixados entre o berço e o túmulo, nossa consciência vai mais além e ao permitirmos essa sensibilidade compreendemos nosso papel na existência.
Graças a Deus.