
Graças a Deus filhos.
Que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos nesta tarde em que se reúnem em nome de Jesus; em que retornam aos afazeres mediúnicos após o merecido período de repouso do corpo material, onde a excitação do sistema nervoso encontrou repouso porque a excitação mediúnica acelera, intensifica essa sensibilidade e é necessário que o corpo repouse. Enquanto filhos repousam o corpo seguem, os afazeres na espiritualidade e a preparação dos planos para os trabalhos vindouros.
Então que filhos estejam ansiosos pelo trabalho, mas ao mesmo tempo com os pés no chão para que a fantasia não deturpe a beleza da realidade. O que é a vida de filhos, o que são os acontecimentos dos fatos de vossa vida, seja ela a vida do dia-a-dia, como a vida mediúnica senão a eterna sucessão de fatos que se sucedem sucessivamente sem cessar, porque a vida não para e são fatos que se sucedem de maneira coerente. A mudança não ocorre abruptamente. Toda mudança acontece de maneira natural, adaptando-se, aprendendo, ensinando, renovando para que então ao olharmos para traz, tenhamos a noção do caminho que foi percorrido, porque todo aprendizado, todo progresso requer sedimentos. Sedimentos de aprendizado, sedimentos de experiências para que possam ir criando gradativamente a teia de conhecimento, de aprendizado, de vivência de um médium.
Sempre alertamos não tenham pressa, mas também não estacionem, vivam cada experiência com a naturalidade que ela exige. Filhos sabem hoje coisas que não sabiam no ano passado e filhos saberão coisas ao longo do tempo que hoje desconhecem. A consciência vai se ampliando, vai se ampliando e vai iluminando tudo aquilo que precisa ser revelado, mas isso é gradativo como um alvorecer tranquilo, como um anoitecer sereno. Gradativamente o céu vai tingindo suas cores, a manhã vai dourando o horizonte enquanto o entardecer vai tornando ele rosa, vai tornando ele violeta até que a noite chegue para que o dia venha, assim é o aprendizado na vida mediúnica, são as nuances das passagens gradativas que jamais esperam porque o tempo não espera por ninguém. Então cabe ao médium ir adaptando e ver que tudo faz sentido, mas, ao mesmo tempo, buscar sentido de tudo exaure a criatura. Aguarde para que a luz da consciência se faça e então entenderão: “mas era isso que era dito”, mas agora aprendeu porque agora a consciência se iluminou. Então aprendamos o dia-a-dia, sigamos gradativamente, saibamos que faremos parte da vida das pessoas momentaneamente, assim como Cirineu na vida de Jesus.
Estava Jesus carregando a sua cruz. Estava Jerusalém um barril de pólvora de pessoas que queriam a sua destruição, de pessoas com medo de defendê-lo, curiosos e o falatório era imenso e Jesus caia pelo caminho carregando o pesado madeiro até que em uma de suas quedas, o romano indicou alguém na multidão para que auxiliasse o prisioneiro e levasse o madeiro até o seu destino.
Era Cirineu, um estrangeiro que carregou a cruz de Jesus. Depois disso pouco se sabe ou nada se sabe do que aconteceu com Cirineu ou pouco se fala. O fato é que um homem desconhecido segurou a cruz e auxiliou o prisioneiro, aliviando um pouco o peso e seu sofrimento, esse é o fato e assim somos nós ao longo de nossa vida, especialmente a vida mediúnica. Entraremos na vida das pessoas, as pessoas chamarão pelo nosso auxílio, nós faremos a nossa parte e desapareceremos aos olhos do mundo porque essa é a nossa missão. Que saibamos abraçar a missão do mediunato associado com o seu anonimato, não queiramos nosso nomes perpetuados na boca do povo: “vejam como aquele médium é forte. Vejam como aquele terreiro é maravilhoso”. Não é isso que esperamos, não é essa a nossa busca, mas o simples trabalho de auxílio. O anonimato e a simplicidade para que, tal qual Cirineu, façamos a nossa parte e depois seguimos a nossa vida, porque nós também temos as nossas próprias dificuldades a resolver, também temos nós as nossas próprias mazelas a curar.
Então que assim possamos abraçar a missão a partir de hoje, que tenhamos humildade, observação pela dor do outro, mas sabendo que o nosso auxílio será sempre o auxílio passageiro, cada um saberá encontrar o seu prumo e seguir adiante para que cada um viva a sua vida, para que cada um faça do mundo uma coisa melhor e assim viveremos a nossa humanidade e deixaremos várias marcas no mundo, sem preocuparmo-nos com o agradecimento, com a vaidade, com a necessidade, com a carência de ser reconhecido.
Façamos apenas a nossa parte porque um pouquinho com Deus é muito, o pouco que damos, o pouco que oferecemos já faz do mundo um lugar melhor para conviver. Espalhando as mensagens do bem, da postura, de caridade, de verdade e de coragem, iluminando de onde estivermos o pouco que conseguirmos e faremos então o mundo andar melhor.
Graças a Deus.