
Graças a Deus filhos, graças a Deus e que a paz de nosso senhor Jesus Cristo esteja com todos nesta tarde em que se reúnem em nome de Jesus. A promessa de Jesus foi de que sempre que duas ou mais pessoas se reunissem em seu nome que ele estaria presente, assim vem sendo desde então com a presença de Jesus, a cada vez que o ser humano se reúne em nome da caridade, em nome da fraternidade, em nome de todas as posturas e valores que Jesus trouxe ao mundo.
Na sua condição de espírito perfeito agrega em si todas as qualidades necessárias a que o homem adquira e desenvolva para que possa seguir caminhando no mundo de modo que não somente caminhe a esmo, mas que caminhe com direcionamento, caminhe ascensionando a sua vibração. Porque quando a pessoa evolui não quer dizer que ela é melhor do que a outra, mas quando dizemos que o espírito está evoluído, a sua constituição energética é plena, é limpa, é isenta de cacos espirituais que poluem a vibratória, tornando-a pesada. É como se tornasse mais leve para que possa alcançar vibrações mais altas e compreender as vibrações mais densas, posto que delas provém.
Na medida em que o ser humano vai adquirindo estas qualidades que Jesus trouxe; e falamos em Jesus porque este é o governador do mundo Terra, é o espírito responsável pelo vosso orbe, mas vários outros emissários do alto, estiveram em vosso mundo. Muitos transitam espalhando benefícios e conhecimento, não só na área religiosa. Então é importante saber que espíritos missionários e que espíritos evoluídos encontram-se nas variadas partes da luta da vida e da luta terrena.
É importante que o ser humano siga desenvolvendo, não diremos adquirir, porque adquirir passa como se fôssemos a um local e comprássemos um valor, comprássemos uma qualidade. Não, o ser humano precisa desenvolver as qualidades cristãs, as qualidades de Jesus, desenvolver porque todas elas encontram-se em estado de latência, adormecidas no ser humano e ela ora brota, ela ora se adormece de acordo com a permissão que o ser humano vai dando a ela de adormecer ou de despertar, de acordo com a presença ou não do seu egoísmo e da sua vaidade.
A vaidade e o egoísmo estão na base de todos os desentendimentos do ser humano. São eles quem poluem a visão, que ensurdecem ou que cegam ou que fazem com que o verbo saia de maneira a não ser compreensível e adequado ao momento, porque o ser humano se permitiu, que a vaidade, que é irmã do egoísmo, ali se fizesse presente. E é daí que vem o melindre.
O melindre é como se fosse uma moldura barata, medíocre, que colocamos na obra de arte que Deus fez, que é o ser humano. Todo ser humano é uma obra de arte em si, com todos os potenciais para espalhar beleza e benefícios, mas quando ele se adorna com a vaidade, com o melindre, ele empobrece a sua figura, ele empobrece a obra que Deus criou, que é o próprio ser humano. Muitas vezes uma palavra, que ele interpreta mal, o faz mal, uma vez um evento que não considerou adaptado para si, esse se irrita e começa a não falar mais o idioma da humanidade, fala somente o seu idioma, o idioma do seu ego.
Na medida que ele começa a perceber que o seu melindre é fruto da sua vaidade e que esta vaidade o afasta, o não coloca em aptidão para seguir crescendo, ele começa a lutar contra ele e a abafar o seu ego. E tudo isso muitas vezes se dá onde menos esperamos, porque podemos ser humildes em uma área da vida, mas completamente vaidosos em outra. E não raro naquelas em que mais nos elogiam ou naquela em que mais nos sentimos à vontade, porque achamos que dominamos ou que fazemos de maneira mais perfeita. E precisamos, a todo momento, entender que sempre haverá alguém que realiza um trabalho melhor do que nós, sempre haverá alguém que nos entende, muito mais do que nós mesmos. Sempre haverá alguém que tem um outro olhar e é isso que enriquece a vivência humana, sempre haverá alguém que nos ensinará algo, que nos apontará alguma coisa em que precisamos modificar. Estar aberto pra isso é sinal de reconhecer-se aprendiz.
Que possamos lutar contra o melindre que nos impede de seguir adiante. É o melindre que nos faz ser juízes da vida alheia, da incorporação do outro, da falta do outro, da vida do outro, da voz do outro, de como ele prepara as suas coisas. É o egoísmo e a vaidade que nos tornam iludidos pensando que somos isentos de tudo. Estamos sempre encontrando defeitos no outro, mas jamais nos abrimos para olhar para dentro, para perceber que nós podemos estar tal qual sepulcros caiados, pintados de fora com a cal, para evitar que as enfermidades saiam de dentro dele, porque dentro de um túmulo está tudo que não se quer mais, é a carne podre, são os ossos fracos, mas ostentamos por fora a brancura do cal para dizer que estamos isentos.
Então que lutemos contra nossa vaidade, contra nosso melindre, coloquemos a nossa cerviz pronta para dobrar-se às autoridades que se impõem a nós, as modificações da vida que se fazem necessárias e não pararmos no tempo, porque é muito comum, o vaidoso dizer: “no meu tempo era assim”. Graças a Deus; naquele tempo, isso era válido. Hoje ainda podemos seguir com a mesma postura? Ainda nos faz funcionar? Se sim, lutemos pela manutenção da tradição, mas se não, se faz tão somente parte da nossa vaidade, da nossa incapacidade de entender o outro e que o mundo vai pra frente sempre, que o tempo não para e não espera por ninguém, porque não mudar?
Ogum nos traz a inteligência e a tecnologia para que possamos adaptar ao mundo, da mesma forma Nanã nos ensina que existe a valorização do passado e é no equilíbrio entre o passado e o presente, a tradição e a inovação que vamos sepultando a vaidade, o egoísmo e o melindre que atrapalham a convivência dos seres humanos onde quer que eles estejam.
Lutemos contra a vaidade, contra o melindre, busquemos o diálogo sempre e busquemos fazer com que nosso ego seja mais uma pequena luz no caminho do mundo, sem nos julgarmos o farol e o julgador da vida alheia.
Graças a Deus.