
Graças a Deus.
Graças a Deus e que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos nesta tarde, reunidos que estão, em nome de Jesus para mais um exercício de vossa mediunidade, hoje na vestimenta dos caboclos, entidades que simbolizam a lealdade e a simplicidade.
Possamos seguir exercitando a lealdade. A lealdade aos princípios, a lealdade aos valores nobres, a lealdade à disciplina, a lealdade à família, lembrando que lealdade não é submissão, mas é coerência de princípios, fidelidade. Que possamos não sermos como as folhas soltas da árvore, que longe da sua essência, longe do tronco que lhes dava firmeza, o vento faz delas aquilo que quer. Como quando nos perdemos e deixamos de exercitar a fidelidade a tudo aquilo que dizemos pertencer ou aquilo a que reverenciamos, perdemos também a nossa essência, perdemos a nossa característica. Então que consigamos, apesar de todos os reveses da vida, tudo aquilo que muitas vezes nos testa a honra, a lealdade, a verdade, seguirmos sendo fiéis, porque a diferença entre a folha e a semente, é singela. Ambas uma vez pertencentes ao mesmo vegetal, enquanto a folha solta, tão somente vai ao sabor do vento, a semente quando se desprende do fruto que a desenvolveu, uma vez semeada, ela oferece a mesma árvore da qual se originou, segue sendo fiel a tudo aquilo que ela guarda em si. Ao passo que a folha se deteriora, serve para outros caminhos, ela até pode oferecer seus nutrientes em forma de um chá, de um remédio, mas ela se deixa levar pelo tempo e se deteriora, ao passo que a semente guarda em si tudo aquilo que a constitui e o reproduz.
Não podemos julgar nem a folha, nem a semente porque cada uma cumpre o seu papel, assim como cada ser humano no mundo, cumpre o seu, mas que saibamos reconhecer todo aquele que consegue reproduzir tudo aquilo de onde veio no seu sentido de positividade, de auxílio ao mundo, de forma perene, aquele que não se cansa, aquele que não se permite deteriorar. Porque isto é importante na perpetuação do trabalho, na perpetuação de um objetivo.
Disse Jesus: ” vinde a mim todos vós que sofreis e que estais cansados e eu vos aliviarei”; e é comum o homem cansar-se ao longo de sua vida. Ele se cansa do que um dia desejou,do qe um dia começou. Cansa-se a mãe de tanto orientar um filho que é reticente; cansa-se a mãe de ser mãe o tempo todo, ela também precisa ser mulher, ser ser humano. Cansa-se o pai de a todo tempo ter que ser forte para prover a sua casa, ele também tem medos, ele também tem receios, ele também tem inseguranças. Cansa-se todo aquele que começa a empreender uma coisa nova, porque muitas vezes, o mundo é agressivo, porque muitas vezes o mundo é instável, seja pela economia, seja por várias razões. Então o cansaço é natural. Tudo aquilo que começa, começa muitas vezes com muita força, mas precisamos ter cuidado para diferenciar o real combustível do fogo de palha. Então vem Jesus e diz: “vinde a mim todos vós que sofreis e que estais cansados, que eu vos aliviarei”, jamais prometeu: solucionarei seus problemas, só porque são meus queridos. Ele disse, vos aliviarei, vos darei descanso, combustível, abrigo, remédio.
E assim como é fácil levantar o braço para trabalhar a primeira vez e movimentar as forças, quando chega o cansaço, muitas vezes, o homem já não tem mais o mesmo desejo. Quando as coisas começam a não sair naturalmente do modo como ele esperava. Porque nem tudo são marés calmas e lembramos que o marinheiro bravo e audaz se reconhece não na calmaria, mas principalmente nas ondas. Ou ele vai para o cais ou ele enfrenta com diretriz. Então a calmaria não testa o bom marinheiro, assim como os tempos muito brandos e opulentos não testam os bons empreendedores ou tudo aquilo que queremos que ocorra. É diante da dificuldade que testamos a nossa força de vontade, o nosso caráter e isso é importante.
Então quando disse Jesus “vinde a mim todos vós que estais cansados e eu vos aliviarei”, porque o começar é fácil, mas o manter, é que é a grande dificuldade de todos nós. E para manter precisamos agir baseados em tudo que Jesus trouxe e que cabe a qualquer âmbito da vida do ser humano. Sabendo começar pela humildade, começar pequeno e saber crescer e saber dizer não a tudo aquilo que for muito fácil ou que possa corromper os nossos princípios. Vem Jesus e nos alivia com a disciplina, com o amor, com o perdão, com o auto perdão, com o recomeçar constante. E quando servimos ao outro com amor, quando ajudamos não apenas como o seguir de um protocolo, mas como se a Jesus estivéssemos auxiliando; tudo se modifica, porque deixamos de esperar os reconhecimentos, deixamos de esperar um retorno imediato das ações que praticamos. E vamos entendendo que é o tempo que vai nos conduzindo e nos amadurecendo.
Então é importante sim, iniciar, é importante sim, ter a boa vontade, mas também é muito importante a manutenção disso tudo e só se faz isso através da assimilação desse valores, de honra, fraternidade, disciplina, trabalho, amor, tudo aquilo que vem de encontro ao comportamento das almas que se deixam forjar no esforço contínuo da esperança e da lealdade ao caminho que precisa ser seguido.
Graças a Deus.