Mensagem do Sr Exu do Cheiro em sessão de Exus no dia 28 de março de 2026.


Como estou hoje? (Sr Altair segue dona Madalena perguntando a todos.)

Assim é.

Nosso conselho hoje é que precisamos imitar mais os perfumes, os bons perfumes. Bom perfume não é aquele que anuncia a nossa chegada, mas aquele que deixa nossa lembrança. Assim devemos ser (nosso conselho).

Hoje perguntamos: “Como estou hoje?”; para aprendermos como estamos impressionando o mundo. Muitas vezes pensamos que estamos sendo o máximo, o que é fruto da nossa vaidade, quando muitas vezes, não estamos agradando ou não estamos comunicando. Essa deve ser a preocupação do ser humano. Invés se ser o anúncio, a pessoa que impõe a sua presença, como os perfumes fortes, que até dores de cabeça e enjoo causam, mas leves, a leve presença que deixa a sua marca, aquela que faz com que a memória funcione e acione mecanismos que nos façam buscar dentro de nós, o melhor que há em nós.

Alfazema nos liga com a Divindade, o alecrim nos faz buscar a higienização e assim cada aroma tem a sua função. Saibamos nós também buscar falarmos linguagens que sejam entendíveis por todos e esperar que sejamos entendidos. E várias são as emoções que cada um suscita no outro, observação, o estar engalanado, o estar observador, somos todos multifacetados, somos um caleidoscópio de coisas, somos vários a todo momento. Saibamos usar nossas várias faces, mas sempre na base de todas elas seja o combustível da humildade, do amor, da sinceridade.

Que ao sermos julgados, sejamos julgados pelo que somos, se formos aceitos, sejamos aceitos pelo que somos. Se formos rejeitados, sermos rejeitados pelo que somos. Tudo que vem até nós do outro, seja por aquilo que somos e não; por aquilo que mascaram o ser e daí a necessidade de sermos sempre verdadeiros, presentes em todos os momentos da vida. A base da sinceridade, a base da lealdade, a base do amor em estar presente em um relacionamento sejamos nós.

É comum ao nos aproximarmos de alguém, seja por que intuito for, mostrarmos o melhor que temos, que somos ou que pensamos que temos e isso é natural, é saudável, mas o amigo tempo se encarrega de desfazer as máscaras. Nós não somos o rosto que carregamos, nosso rosto é fruto da genética, mas o nosso olhar, ele transparece quem somos, por isso que ninguém engana todos por muito tempo. Então sejamos sempre verdadeiros, porque o perfume que exalamos de nossa essência sempre se fará presente mais cedo ou mais tarde ou muito mais tarde, mas sempre chegará.

Então que a verdade seja a nossa guia, nossa mestra. É por isso que hoje estamos aqui, engalanados, observadores, não com intuito de julgar, mas estamos juntos na busca do crescimento conjunto e continuo. Então saibamos após toda essa explanação do nosso presente, vestirmos essas palavras e não deixarmos que as insatisfações corroam a nossa existência. Precisamos entender de onde vem a nossa insatisfação e quando entendemos que muitos dos nossos sentimentos para com o outro são provenientes de nós mesmos, começamos a julgar menos o outro e a fazê-lo, entendê-lo e vê-lo como nosso degrau, como nosso espelho.

Quando se diz que o ser humano é o degrau do outro ser humano para sua evolução, é por isso, porque ao julgarmos alguém estamos vendo nele aquilo que nos incomoda, sempre haverá essa base. Quando dizemos que alguém está bonito, algo de nós encontrou eco naquela beleza, quando dizemos que alguém é vaidoso, algo em nós encontrou eco naquela vaidade, quando dizemos que alguém nos incomoda, algo em nós está encontrando eco naquele incômodo e isto é bom para que trazendo este reflexo possamos tratar em nós tudo isso que nos incomoda. E aí a caridade passa a ser feita com mais dedicação, não apenas como uma obrigação ou uma necessidade de vermos que somos caridosos: “oh como aquela pessoa trabalha!”, “oh como aquela pessoa é boa!”. Não; e passamos a ser bons porque realmente somos bons e passamos a ver no outro também as qualidades que em nós encontram eco e conseguirmos ir saneando a nossa existência e julgaremos menos e nos incomodaremos menos e auxiliaremos mais. Porque sim, o outro pode ser vaidoso, mas é um problema dele, o incômodo que ele me causa é somente algo que está encontrando eco dentro de mim e quando eu me ajeito, eu me melhoro e deixemos que o outro cuide das suas próprias feridas.

Auxiliar através do exemplo, esse é o papel de todos nós para não sermos aqueles que resgatam: “como trabalhamos, como estamos cansados”. O cansaço chegará mais tarde, quando cuidarmos mais de nossos próprios defeitos. Essa é uma das alavancas do serviço mediúnico. Existe a ilusão do médium ser um missionário; ele é um instrumento, ele não é um super médium, ele não é o salvador.

Diminuindo um pouco a vaidade já faremos muito, auxiliaremos, embelezaremos mais a nossa estrada. Pés no chão, cabeça em Deus, coração no serviço.

Axé.