Mensagem do caboclo Sete Montanhas em sessão de Exus no dia 13 de junho de 2026.


Graças a Deus e que a paz de nosso senhor Jesus Cristo esteja com todos nesta tarde em que se reúnem em nome de Jesus.

Mais uma vez filhos se reúnem, mais uma vez filhos congregam na expectativa de vossa sintonia com a espiritualidade, com vossos mentores para serem veículo, para servirem, porque não há maior prazer para um espírito endividado com a lei, como todos nós somos, do que o servir.

Que venha o servir, o servir com consciência, o servir com amor, porque não basta servir simplesmente para cumprir uma obrigação. Aquele que assume o serviço mediúnico porque tem que trabalhar, mas não coloca amor, está apenas sendo mediunizado, mas pouco está aprendendo. Está angariando experiência, está mediunizando-se, mas quando se faz algo com amor, com objetivo de um crescimento, com objetivo do salário do prazer de ser útil, aí sim, aprende mais, aprimora-se mais. Porque o amor é o combustível de todos aqueles que esperam efetivamente alcançar graus e degraus maiores, não por vaidade, mas na busca do estar bem.

Quanto maior o bem que se pratica, maior a leveza do espírito e ele percebe que não está no título que carregue, que ostente, que não está no brilho de suas vestes ou de suas contas ou do seu pé de dança. Ele simplesmente está ali e a sua presença se espalha por indução. A sua presença se espalha, ele é, ele não precisa estar e de onde ele estiver seu pensamento alcança e ele faz o bem pelo olhar, ele faz o bem pela emissão do som da sua voz, porque está sintonizado com a justiça, com o bem, com o amor. Está servindo a ordem que Jesus deu quando disse aos seus discípulos: “Ide e pregai a toda criatura”; “ressuscitai os mortos e curai os doentes”; e assim o fizeram e assim espera-se que outros seguidores também o façam, mas para que possamos servir desta forma que acabamos de descrever, precisamos conjugar as orações que foram trazidas por ícones importantes da religiosidade católica. Disse Francisco de Assis que eu seja luz onde haja treva, que eu seja esperança, que eu seja amor, que eu seja o remédio para o mal que se faz e disse Jesus no início de sua oração Pai nosso. Ao dizer Pai nosso, Jesus elevou toda a humanidade ao nível de seus irmãos e igualou todos, nenhum outro sacerdote jamais tinha feito esta proposta, mas a humanidade segue individualista, segue pedindo só pra si. Quando se fala Pai nosso, o individualista pensa que Deus é pai da sua família, de seus amigos, Pai dele. Ele se esquece que ao chamar Deus de Pai nosso, ele traz para junto de si toda a humanidade e principalmente aqueles com os quais ele não tem sintonia e essa responsabilidade aumenta na medida em que se toma consciência disso tudo.

Então para sermos o remédio onde é necessário, para levar luz onde há treva, esperança onde há desespero, precisamos entender e trazer para o nível onde estamos toda criatura existente e aí não é só a humanidade que é nosso irmã. É nosso irmão também o animal que nos serve, é nosso irmã a planta que nos alimenta ou que nos protege do calor excessivo e passamos a respeitar toda forma de vida e aí sim estaremos seguindo aquilo que se espera de todo ser humano, que cuide, que apascente e que seja responsável por suas ações, por suas palavras, pelo mundo onde habita, pelo corpo que momentaneamente ocupa, pelo tempo do outro e deixa de ser ladrão do tempo quando somente reclama ou usa as pessoas ao seu bel prazer e vê cada pessoa como algo que pode agregar valor a sua vida e não trazer benefícios. Passamos a olhar uma árvore como um ser vivo que nos serve dando sombra, dando frutos e não alguém de quem eu posso me aproveitar.

Assim conseguimos servir. Vamos deixando de lado a necessidade de ser servido, de ser o tempo inteiro protegido porque o mal nos assombra, o mal nos persegue, há sempre alguém que está contra nós. É a inveja, a demanda, mas quando coloco todos como meus irmãos e chamo Deus de Pai e peço para ser remédio aonde há enfermidades; a responsabilidade se faz presente e eu funciono como a engrenagem que precisa ser funcional dentro da estrutura que é o mundo Terra, que é a humanidade.

Que os médiuns cada vez mais se conscientizem de seu papel, que a humildade seja a palavra mestra de todos os dias, que a alegria do servir seja o combustível diário que independente do que aconteça nada impeça a nossa vontade de crescer, que a reclamação possa encontrar escoadouro no trabalho, porque reclamar é fácil, encontrar motivos para reclamar é muito fácil, mas a criatura que apesar da dificuldade encontra ali o seu motivador e a sua instrumentação para crescer, essa entendeu o papel que cumpre no universo.

Graças a Deus.