Mensagem de Dona Magdalena em sessão de Exus no dia 13 de junho de 2026.


Como estão todos?

Bem e a senhora?

Engalanada. Engalanada, vestimentas leves, coração tranquilo, olhar sereno. Possamos fazer dos olhos o verdadeiro espelho da nossa alma. Consigamos sustentar o olhar. O olhar furtivo sempre esconde algo. Se não é insegurança, é a maldade. Que consigamos fazer com que nossos olhos transpareçam, sejam lagos serenos ou sejam mares bravios, mas que sejamos quem somos, porque a sinceridade é a base de todo relacionamento saudável. Toda parceria bem-vinda e que nos impulsiona ao progresso baseia-se pela sinceridade. Seja a sinceridade a irmã da verdade, a irmã do companheirismo e a mãe de todas as ações que frutificam a harmonia, porque bem diz o ditado em vosso mundo: “o combinado nunca sai caro”.

Quanto custa esse arranjo de flores? Meu preço é esse. Não, mas agora o preço mudou. Não, mas agora não quero comprar mais. Aceitaste, negociaste e muitas vezes entramos nos relacionamentos com expectativas outras, da outra pessoa. Todo relacionamento tem um contrato invisível, ninguém assina um contrato de amizade, ninguém assina um contrato com a mediunidade, ninguém assina um contrato com pai e mãe, ninguém assina um contrato emocional, mas ele existe e antes que tudo se firme, precisamos deixar bem claro o que podemos oferecer, o que não podemos oferecer e isso sempre acontece em todo início de relacionamento. Sempre a pessoa se mostra de uma maneira ou outra e são nessas as entrelinhas de todo contrato, aquelas letrinhas miudinhas que raramente damos atenção, mas que ali escondem muitas armadilhas. Muitas vezes a linguagem do contrato é duvidosa, não dominamos, mas está lá. Depois de firmado precisamos dialogar sempre porque senão os contratos de relacionamentos, os matrimônios, as sociedades, transformam-se em sapatos apertados que ficamos loucos para retirar quando chegamos em casa, para sermos quem somos e colocarmos os pés no chão, darmos vazão aquilo que está preso em nós, porque senão viveremos sempre atrás de máscaras.

Então que possamos fazer da sinceridade a mola mestre de todos os nossos relacionamentos. Esse é o nosso aviso. Seja em casa, seja no templo, sejamos sinceros, porque a palavra sinceridade na verdade significa sem cera. Sem cera porque os vendedores com seus vasos de barro, onde as pessoas colocavam água e outros líquidos, muitas vezes eram rachados e para esconder os defeitos de seus vasos, passavam cera para selar e não vazar, mas com o tempo tudo se consumia e voltada a vazar. Então para dar um atestado que aquilo era verdadeiro e não tinha defeitos eles colocavam uma placa que dizia: “sem cera”. E o uso da língua passou a dizer  sin cero, sinceridade tudo aquilo que era isento de defeitos e sem problemas no futuro.

Possamos então, a ser realmente quem somos, não nos mascararmos para que o tempo não seja o algoz que tira as carapuças e mostra quem somos. Nada resiste à passagem do tempo, nada. Então que o tempo seja generoso, que a sinceridade esteja sempre presente.

Graças a Deus.