Mensagem do caboclo Sete Flechas em sessão de caboclos no dia 30 de maio de 2026.


Graças a Deus e que a paz de nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos nesta tarde em que se reúnem em nome de Jesus, para vossa experiência mediúnica e o contato através das energias sutis da espiritualidade, manifestando-se através de vossa mediunidade.

É lei universal que semelhantes se atraiam. É por isso que filhos têm os guias que têm, é por isso que filhos têm os Orixás que têm, é por isso que filhos veiculam as energias que veiculam; porque a lei de afinidade os atrai, para que possa haver a canalização. E o saber do médium de tudo isso, auxilia na melhoria dessa sintonia, na educação dessa sintonia. Porque assim como essa sintonia se dá para os vossos guias e vossos orixás e vossos amigos espirituais, o mesmo também se dá, porque a lei vale para todos, também para as afinidades que vos atrasam o desenvolvimento. Sabedor disso, o médium é o responsável pela sua modificação, porque ninguém modifica ninguém.

A mediunidade não dá ao médium asas de anjo, também não lhe dá as garras de um demônio. É o médium que, sabedor disso tudo, começa a aprimorar a sua sintonia, a selecionar as energias que necessita, para que possa impulsionar o seu crescimento. Isso é de fórum íntimo, isso é dedicação de si, não adianta ter um guia imensamente capacitado, pleno de luz, se o médium não quer aquela luz, se o médium ainda se compraz em sentimentos, nem dizemos em atitudes, mas em sentimentos, em cultivar hábitos que o aproximem mais daquele guia, mas se ele se compraz em atividades, em sentimentos que ainda está materializado, é de sua responsabilidade. O guia seguirá o seu caminho, também o médium seguirá o dele, é importante essa consciência para que possamos a partir daí, sermos responsáveis por tudo aquilo que vamos atraindo, para depois não dizermos: “Deus virou as costas para mim”. Deus está a todo momento de frente para todos nós, mas precisamos saber receber essa presença da divindade em nossa vida e assim conseguimos caminhar gradativamente no caminhar evolutivo.

E assim começamos a entender que o equilíbrio, essa balança que precisamos ter entre angelitude e humanidade é difícil de ser alcançada, mas é esse exercício que gabarita, que capacita o ser humano a ser melhor. Quando falamos em equilíbrio, queremos dizer que não precisamos ter exatamente o mesmo peso das duas coisas, angelitude, humanidade ou até animalidade. Precisamos entender que são as dosagens que fazem com que os remédios sejam remédios, com que a comida seja agradável ou até curativa porque um pouco de sal ressalta o sabor, mas o excesso de sal deturpa o sabor, da mesma forma que o açúcar em excesso faz a mesma coisa. Então precisamos aprender com as cozinheiras e com os químicos a noção exata, para que possamos temperar a nossa vida.

E o ser humano oscila entre pecado e entre virtude, porque uma hora ele quer ser muito virtuoso, aquele repleto de luz, que ilumina o mundo e que julga os outros, ou ele quer ser excessivamente pecador porque é humano e precisa aproveitar a vida como ela é, porque ela é curta e se Deus perdoa, que ele peque, porque estará perdoado. Não é esta a matemática de Deus. Precisamos entender que uma vez imersos na matéria, estamos imersos, envolvidos ao que a matéria é, mas temos que entender que a matéria serve ao espírito, a matéria é passageira, o espírito é eterno. A animalidade tem a sua função na perpetuação da espécie, na defesa, no manter da vida, no equilíbrio biológico, mas é a mente equilibrada que começa a ordenar o mundo, para que possa, aquilo que é animalizado servir ao homem, não servir de maneira escravizada, não servir de maneira em que ele possa suprimir a existência, não servir de modo que ele possa subjugar, mas saber utilizar a animalidade em favor, assim como usa a matéria, como usa a inteligência para melhorar o mundo.

Então muitas vezes nos deixamos levar pelo excesso de ganância e queremos que nossa casa seja ostensivamente bela e compramos coisas que não precisamos, que jamais utilizaremos para mostrar para as pessoas que nem gostamos e nossa casa se transforma em um mausoléu, pleno de objetos sem utilidades, nos apegando ao mundo material porque aquilo é meu. Quando a inteligência, quando a espiritualidade se faz presente, o ser humano começa a entender que quanto mais acumula, mais se atrasa e passa a guardar somente aquilo que é útil. Sua casa se torna cada vez mais minimalista, passa a ter somente aquilo que é realmente necessário e as reservas necessárias para a hora da necessidade, mas não ostentam, não carrega pesos que não precisa mais, é seu espírito adequando-se à matéria, é a matéria obedecendo ao espírito, ou então ele quer somente mostrar suas vitórias e faz questão de ostentar tudo quanto sabe e tudo quanto fez, é a vaidade se fazendo presente e mais uma vez a materialidade pois a vaidade se locupleta na materialidade. Quando ele começa a ser mais sútil, a realizar seus feitos no anonimato, mas seguir fazendo apesar de tudo, torna-se mais leve. Então precisamos entender que não é errado ter, não é errado possuir, não é errado buscar conforto, não é errado buscar ter as coisas que o dinheiro pode comprar, mas não podemos nos tornar escravizados da posse. Não podemos nos tornar servos da materialidade, porque aí estaremos atrasando a nossa evolução.

Quem tem mais é responsável por quem tem menos, pois quem tem mais saiba dividir ou pelo menos servir e usar o que tem, para melhora da vida do outro. Assim é com a saúde, assim é com o dinheiro, assim é com o conhecimento, assim é com o tempo e assim seremos cada vez mais pródigos e mais leves. O espírito precisa se sobrepor a matéria, mas também não podemos nos impor restrições que depauperam o próprio espírito, como deixar de comer, como deixar de ser feliz, como se privar das coisas que fazem bem, porque aí está o equilíbrio, nem tanto ao céu, aonde ainda não pertencemos e nem tanto a terra, aonde não precisamos pertencer tanto. O equilíbrio é sútil e é o exercício que nos faz mestres da convivência.

Graças a Deus.