Mensagem de Dona Magdalena em sessão de Exus no dia 07 de fevereiro de 2026.


Dona Magdalena: Muito boa tarde a todos. Como estão?

Todos: Bem e senhora?

Dona Magdalena: De volta, apesar de nunca ter ido, mas de volta nesta roupagem, nesta forma de comunicação, mas tivemos contatos. Todos. Uns com mais consciência, outros mais adormecidos, mas de qualquer maneira sempre em trabalho e em aprendizado.

O trabalho é infinito, é constante e é necessário. É necessário. Não há alegria maior para um espírito, seja ele endividado ou não, a alegria do espírito é ser útil. Se ele tem dívidas, o seu remédio é o trabalho, se ele tem poucas dívidas, a sua atividade é trabalho e se ele não tem mais dívidas, ele é o trabalho, porque sabe que não pode estar só, sabe que o ócio, assim como se imagina, o nada fazer, não existe. Estamos sempre, sempre, em trabalho. Seja o esforço físico, seja o esforço mental, o estudo, a dedicação, não é só cuidar de doentes, não é só cuidar dos menos favorecidos, é ocupar o tempo de maneira saudável.

Tempo é uma força inesgotável, mas enquanto está conosco é extremamente perecível e a própria consciência começa a se cobrar quando se apercebe que o tempo não volta. Chora o tempo que se foi e que não pôde ser bem aproveitado, mas a sabedoria da Divindade e seu amor é enorme, portanto o próprio tempo se recicla e como em uma espiral vamos revivendo experiências, dando novas oportunidades que se estendem ao infinito. Não existe pressa na Divindade para evolução da criatura porque sabe que todos chegarão lá um dia, mas quando o homem toma consciência disso, busca viver o seu tempo de maneira mais adequada, de modo que a felicidade chegue mais rápido. E aí o ser humano entende que na base da felicidade, na base do progresso bem estruturado, seja ele profissional, seja ele familiar, seja em um relacionamento de amizade ou amoroso, em tudo em que o homem empreenda, a base dessa coisa bem feita, não é só o conhecimento técnico, não é só a frieza do estudo que traz as informações. Existe também a experiência que sedimenta e que fixa o aprendizado, mas na raiz de tudo isso está a pessoa boa, a pessoa que tem propensão ao bem, que se harmoniza com a outra pessoa. Não que aceita tudo que ela faz ou diz, mas que se harmoniza, que está vinculada com sentimentos nobres de fraternidade, de auxílio, de ajuda, de amor desinteressado, essa é a base do tempero, de todo sucesso, de tudo que é bem sucedido, quando está vinculado, baseado no que é bom, com intenções boas. Porque a pessoa que é ruim, que ainda vibra no egoísmo, na maldade, na vingança, utilizará os conhecimentos que tem em detrimento do outro. Se é um advogado, utilizará as formas da lei, deturpara, fará nós e conchavos de modo a conseguir o que quer dentro da lei do homem. Se é um médico, poderá utilizar seu conhecimento, a ciência, a medicina, para a maldade. Se é um cientista, harmonizando-se com a guerra, com a destruição do outro, porque a base disso tudo está em uma pessoa ainda nas trevas da ignorância, mas se é uma pessoa boa, tudo que ela fará, visará o bem do próximo e o seu também, por consequência. Será um bom pai, será uma boa mãe, será um bom amigo, será um bom irmão, será um bom médium.

Não pensem vocês que a mediunidade dá asas, não, ela abre portas para um conhecimento que dependendo da têmpera do quê sois feitos, será bem utilizada ou não. Porque há médiuns que buscam as ervas, os rituais para destruir o outro, para amarrar casais, para desfazer casais, não tenham medo, sejam do bem e a vossa própria bondade vos blindará de todo malefício, mas se querem uma mediunidade bem sedimentada e bem harmonizada e valorizada sejam boas pessoas e se ainda não o são melhorem-se porque o tempo está correndo.

Bem-vindos ao ano de trabalho porque debaixo da palha de Omulu existe um caldeirão que ferve e que nos transforma e que nos depura. Antes de ficar muito bom, às vezes fica muito ruim, mas tem que depurar, esse é o caminho da depuração dos metais, precisam ferver, vir a tona suas impurezas para que o ourives separe, separe e ao terminar esteja pronta a joia mais bela e mais rara. Diamantes sem marcas, sem jaças, passaram por milênios de exposição, ao fogo, às temperaturas excessivas para que seu material se cristalize e se torne puro. Se assim é na natureza, assim também é com o ser humano, e se agora está ruim, agradeça, agradeçam do fundo do vosso coração pela oportunidade de terem essa consciência e que consigam de vez, separar as impurezas que já reconheceis e aproveitem o que tem de melhor, porque já estão vendo, basta ter a coragem da mudança, a coragem da postura correta, a coragem de dizer: “não quero mais isso”, “isso não me pertence”, “não preciso mais disso”.

É um belo caminho, mas que requer a coragem.

Aos que estão debaixo da palha do velho, bem-vindos ao trabalho.

Axé!