
Graças a Deus e que a paz de nosso senhor Jesus Cristo esteja com todos nesta tarde em que se reúnem em nome de Jesus. Em que se reúnem para mais uma prática de vossa sintonia com o mundo espiritual para que possam servir de instrumento, para que possa, através de vocês, a espiritualidade se manifestar.
Grande é a vossa responsabilidade nesta hora, posto que o médium é o responsável, ele é a porta e ele é o próprio guardião. Que possam sintonizar-se com aquilo que seja verdadeiro. Que seja a mensagem que fluirá através de vocês educadora, reveladora, pacificadora e assim estarão cumprindo o vosso papel. Porque a mediunidade não isenta o ser humano de suas dores ou de seu carma, mas ela pode ser ferramenta de modo a diminuir o carma negativo, mas o seu mau uso pode também aumentar o carma que se deva queimar. É importante que o ser humano entenda a sua responsabilidade em tudo aquilo que ele vive, em tudo aquilo que ele promove, em tudo aquilo que ele espalha no mundo.
O semeador cuida do seu arado. O semeador prepara a terra, retira os entulhos, coloca o adubo, passa com as suas ferramentas sulcando a terra. Em determinado momento lança as sementes ao solo e cuida e aguarda que as sementes brotem no seu esforço natural, no seu ciclo de vida. E cresce a planta e a planta cria raízes e a planta necessita ser cuidada, porque a planta tem algo para dar. E o semeador cuida, porque assim como ele aduba, nasce a planta que ele quer, como nascem também outras plantas invasoras que se aproveitam da terra boa e ele vai extirpando, pedindo que o tempo seja dócil e que traga boa colheita e a planta cresce e a planta floresce e a planta dá os seus frutos. Dá sua seiva, dá suas folhas, tem o seu ciclo e ela se reproduz, seja pelas sementes, seja pelos brotos, ela vai fazendo o seu papel no mundo.
Assim é o homem. O homem é o que planta, o homem é a planta e o homem é o próprio terreno onde a planta nasce. O homem é um mosaico de papéis. A diferença entre o homem e a planta é que a planta não tem a consciência, enquanto o homem tem. A planta absorve os nutrientes da terra e a terra dá de si e permite que tudo brote e o homem precisa selecionar, enquanto o próprio dono do arado e o arado e a planta, o que está sendo propício àquele nascimento. É a consciência do homem que precisa guia-lo pra saber se ele está dando ao mundo, oportunidade para que as ervas daninhas cresçam ou para que a planta necessária àquele momento floresça.
Assim também é a mediunidade. É necessário que o médium assuma a responsabilidade, não somente pela sua roupa branca, não somente pela sua assiduidade, não somente por cumprir o seu papel, mas estar atento ao que está aprendendo enquanto ser humano, o quanto ele está modificando e fortalecendo aquilo que é necessário, para que um ser humano funcione no mundo e seja efetivamente válido o seu esforço. Não basta mediunizar-se, não basta dizer que seus guias fazem isso ou aquilo. O que fazeis com o ensinamento que provém dos vossos guias? Sua fé se fortalece? Seu conhecimento se fortalece? E se fortalece a fé e fortalece o conhecimento, o que estão fazendo com essa fé e com esse conhecimento? Estão distribuindo? Lembrando que quem tem mais, é responsável por quem tem menos. Lembrando que quem sabe mais, é responsável por quem sabe menos. Então não basta apenas mediunizar-se, desenvolver a mediunidade, desenvolver poderes. É necessário fazer com que isso leve o bem ao mundo, frutifique no mundo como forma de trabalho, mas também que o próprio médium cresça enquanto ser humano, se torne mais leve. Não adianta ter guias que tem preleções iluminadas que falam sobre o perdão, sobre o amor incondicional, sobre a fé, se o médium, veiculo daquela mensagem, ao primeiro tropeço, titubeia e mal diz a própria mediunidade, os próprios guias, porque exige uma proteção que ele não faz por merecer. Ele é instrumento, mas ele não trabalha, ele é veículo, mas ele não é transportado, ele é porta, mas ele não percebe o que passa por ele. Então é necessário que a consciência esteja atenta, para que o médium saia da posição de pedinte. Muitos médiuns ainda são mendigos espirituais, que só querem receber, que acham que já dão muito, mas que pouco se banham da luz que por eles passa.
Que o médium aumente a sua capacidade de entendimento, a sua consciência e perceba que a fé é muito mais do que praticar rituais, é muito mais do que se emocionar com palavras belas. É a certeza de que tudo que eu faço e que eu vivo tem a minha contribuição. Tudo aquilo pelo que eu milito, precisa dizer algo para mim e tudo aquilo que acontece em minha vida é exatamente o que precisava acontecer, não há dúvidas. E ele trabalha com o que acontece de maneira equilibrada, servindo e agradecendo. E quanto mais ele trabalha, mais ele entende que a vida nada mais é do que ela precisa ser. Que a felicidade não é um local ou um sentimento, a felicidade e a paz são o próprio caminho que se faz até elas. É isso que o ser humano imaturo e egoísta não entende. Que o caminho que se caminha, já é a felicidade, ou não, dependendo das escolhas que se faz.
Então cuidemos do arado, cuidemos da semente, cuidemos de nós. Sejamos o plantador que planta de acordo com aquilo que crê, sejamos o solo que é bem cuidado e que se cuida, sejamos a planta que floresce, que serve ao mundo para que possamos neste caminho encontrarmos todos aqueles que precisam de nós e de quem precisamos e assim vamos eliminando toda dúvida e trazendo para nós a comunhão com o que realmente seja sagrado.
Graças a Deus!