{"id":6272,"date":"2026-10-17T00:11:14","date_gmt":"2026-10-17T00:11:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cejv.com.br\/site\/?p=6272"},"modified":"2026-10-17T00:11:17","modified_gmt":"2026-10-17T00:11:17","slug":"mensagem-do-caboclo-sete-flechas-em-sessao-de-pretos-velhos-no-dia-10-de-outubro-de-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/mensagem-do-caboclo-sete-flechas-em-sessao-de-pretos-velhos-no-dia-10-de-outubro-de-2026\/","title":{"rendered":"Mensagem do caboclo Sete Flechas em sess\u00e3o de Pretos Velhos no dia 10 de outubro de 2026."},"content":{"rendered":"\n<p>Gra\u00e7as a Deus e que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos nesta tarde em que se re\u00fanem em nome de Jesus, porque disse ele que a cada vez que duas ou mais pessoas se reunissem em seu nome, ele estaria presente.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui estamos n\u00f3s debaixo da bandeira crist\u00e3 e seguindo os rituais da religiosidade de nosso templo, tendo Jesus no alto de nosso altar, simbolizando a sua hierarquia, o farol para onde devemos nos reportar. A sua moral e sua conduta, seus ensinamentos se derramam, cascateiam-se dele atrav\u00e9s de todos os guias que representam nosso templo e todos exemplificam a moral crist\u00e3, que prega o perd\u00e3o incondicional, que prega o amor fraterno, que prega o respeito, que prega a comunh\u00e3o, a fraternidade, a n\u00e3o separa\u00e7\u00e3o, o n\u00e3o \u00f3cio, a manuten\u00e7\u00e3o da paz.<\/p>\n\n\n\n<p>Entendendo que paz n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de ociosidade, nem de pregui\u00e7a, nem de nada fazer. Pelo contr\u00e1rio, a paz requer trabalho constante para que seja mantida, a observ\u00e2ncia di\u00e1ria da nossa conduta, de nossos pensamentos congruentes com a\u00e7\u00f5es e palavras para que ent\u00e3o a paz se fa\u00e7a. Porque a paz adv\u00e9m do dever cumprido, da consci\u00eancia tranquila com tudo aquilo que se professa, tudo aquilo que em que se cr\u00ea. Sabendo-se que precisa, vez por outra, lutar pela sua manuten\u00e7\u00e3o, precisa resolver problemas, precisa, muitas vezes, ir nos antros onde haja trevas, para que possa esclarecer e tudo isso faz com que aquele que busca a paz, haja como disse Jesus: &#8220;ser d\u00f3cil como a pomba, mas inteligentes como a serpente&#8221;. N\u00e3o confundir a bondade com a ignor\u00e2ncia, o n\u00e3o saber, o desconhecer como se o bom fosse aquele que desconhecesse o mal; pelo contr\u00e1rio, precisamos conhec\u00ea-lo, para que possamos contra ele lutar. N\u00e3o precisamos pratic\u00e1-lo, n\u00e3o precisamos estar coniventes com o erro, mas precisamos saber que ele existe para justamente por isto, nos afastarmos dele ou coibi-lo e assim ser representante das consci\u00eancias l\u00facidas no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Bondade e passividade n\u00e3o quer dizer ignor\u00e2ncia e muito menos in\u00e9rcia. A intelig\u00eancia precisa servir ao bem tamb\u00e9m, para que possamos, com assertividade, nos movimentarmos no mundo e assim deixarmos nossos rastros de seres humanos do bem. Porque seres humanos sempre deixam rastros, mas que tipo de rastros estamos deixando no mundo? Animais na natureza criam os seus territ\u00f3rios, fazem marcas nas \u00e1rvores, nas pedras, urinam ou arranham de modo a demonstrar onde habitam, quais s\u00e3o os limites do seu ambiente. Essa \u00e9 a vida animal, mas como o ser humano deixa rastros no mundo? Como que o ser humano, assim como os animais, delimitam os espa\u00e7os aonde atuam? Com a sua postura, com os seus atos, com a sua palavra. Pensamento e a\u00e7\u00e3o agindo juntos e n\u00e3o se permitindo a manipula\u00e7\u00e3o, seja por que via for, e assim estamos marcando o nosso territ\u00f3rio. N\u00e3o fazendo pactos com o que \u00e9 errado, com que julgamos errado e assim assumindo a responsabilidade por aquilo que professamos. \u00c9 isso que se espera de qualquer pessoa s\u00e3 e que precise passar no mundo de forma em que deixe a sua mensagem.<\/p>\n\n\n\n<p>E entendemos com isso, uma vez que temos o dom da consci\u00eancia e que temos o dom da palavra e que estamos no mundo para deixarmos as nossas marcas, vamos nos lembrando das assertivas do pr\u00f3prio Jesus que disse que os s\u00e3os n\u00e3o precisam de m\u00e9dico e \u00e9 por isso que Jesus n\u00e3o estava preso aos templos, \u00e0s sinagogas ou aos doutores da lei. Estava justamente no meio do povo que precisava. Abra\u00e7ava e curava leprosos, estava junto com ad\u00falteros e ad\u00falteras, estava sempre no meio aonde era necess\u00e1ria a sua presen\u00e7a pra exemplificar. De que adianta trocar ideias e ser exemplo para quem j\u00e1 sabe quem somos, pra quem \u00e9 igual a n\u00f3s? Isso fortalece a nossa ess\u00eancia, mas pouco traz de a\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica no mundo. Precisamos ir ao mundo e precisamos ser exemplo e precisamos estar a todo tempo atentos para atender a qualquer um que precise e n\u00e3o s\u00f3 aqueles que comungam do nosso pensamento.<\/p>\n\n\n\n<p>A diversidade \u00e9 necess\u00e1ria para que haja op\u00e7\u00f5es, para que haja escolha e para que haja crescimento. Porque ningu\u00e9m cresce sendo flor de estufa, dentro de um ambiente que lhe \u00e9 agrad\u00e1vel e qualquer adversidade faz com que se deteriore. Importante sermos da natureza selvagem e bravia que cresce apesar de todas \u00e0s intemp\u00e9ries e de todas adversidades e consegue dar frutos. Essa a import\u00e2ncia de sermos fortes em nosso car\u00e1ter, em nossa const\u00e2ncia no bem e nas pr\u00e1ticas de tudo aquilo que cremos para que o bem n\u00e3o seja oprimido, mas tamb\u00e9m n\u00e3o precisa calar os outros. Todas as pessoas precisam ter voz, todas as pessoas precisam expressar-se, mas precisamos entender que somos respons\u00e1veis por aquilo que falamos, que praticamos, que expressamos, a partir da\u00ed assumimos as consequ\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 o term\u00f4metro exato para o bom crescimento e assim conseguimos, assumindo as responsabilidades, entender qual \u00e9 o melhor caminho porque os opostos, os extremos, sempre ser\u00e3o perigosos. \u00c9 importante seguir, como disse Jesus, o caminho do meio, a porta estreita, porque a\u00ed teremos limites, a\u00ed teremos consci\u00eancia, teremos op\u00e7\u00e3o e teremos mais congru\u00eancia de a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o se os s\u00e3os n\u00e3o precisam de m\u00e9dico, \u00e9 importante eu entender a assertiva da ora\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Francisco de Assis que \u00e9 o juramento que filhos fazem todas as reuni\u00f5es que se iniciam em nossa templo. Exatamente uma frase completa a outra: que sejamos luz aonde h\u00e1 treva. De que tipo de luz e de que tipo de treva estamos falando? Que possamos ter lucidez, entendimento onde haja qualquer resqu\u00edcio de falta de compreens\u00e3o, de insanidade. Que eu possa levar alegria aonde h\u00e1 tristeza, mas que tipo de alegria estou sendo? Ent\u00e3o tudo isso precisa que estejamos pensando: Que rastros estamos deixando no mundo? Como seremos lembrados? E a responsabilidade por tudo isso. Porque o passado ningu\u00e9m muda, o presente vivemos e o futuro ser\u00e1 aquilo que faremos hoje, mas aprendamos com o passado e olhemos que tipo de marca deixamos, para que possamos, enquanto ainda h\u00e1 tempo, melhorar as marcas que deixamos. E com mais lucidez e com mais carinho por si, viver no mundo em sintonia com aquilo que nos \u00e9 caro, com aquilo que nos fala ao cora\u00e7\u00e3o e aquilo que nos alimenta o cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Porque o \u00f3dio por si, a m\u00e1goa por si, a car\u00eancia por si e a pena por si, n\u00e3o alimentam o cora\u00e7\u00e3o de ningu\u00e9m, s\u00e3o fases da vida, mas precisamos nos soerguer, sacudir o p\u00f3 das sand\u00e1lias, sacudir a poeira dos cabelos e dos ombros e alimentar-se com o autoamor, com trabalho, com f\u00e9 sadia, para que assim, com o cora\u00e7\u00e3o alimentado, sigamos adiante com paz.<\/p>\n\n\n\n<p>Gra\u00e7as a Deus.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bondade e passividade n\u00e3o quer dizer ignor\u00e2ncia e muito menos in\u00e9rcia.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5648,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2],"tags":[38,106,84,132,86,81,111],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6272"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6272"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6272\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6273,"href":"https:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6272\/revisions\/6273"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5648"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6272"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6272"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6272"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}