Mensagem do caboclo Sete Montanhas em sessão de Exus no dia 03 de outubro de 2026.


Graças a Deus e que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos e se faça presente em nosso ambiente. Ela já se faz presente e para ser sentida basta que filhos entrem em sintonia com a paz que buscam.

E assim são todos os momentos da vida. Filhos precisam estar em sintonia para perceberem a presença de Deus. Não digamos em oração o tempo inteiro, mas em sintonia. É diferente quando filhos buscam a sintonia e quando filhos vivem em sintonia. Quando filhos buscam a sintonia, filhos precisam de rituais em momentos específicos, de roupas específicas, de odores específicos, de luzes específicas, ferramentas, gatilhos para que a mente possa ir se abrindo. Tudo isto é visto com muito respeito pela espiritualidade na busca do homem sintonizar-se com algo superior, mas é diferente quando o homem já vive em um estado de sintonia com aquilo que é puro e belo, quando nada desfaz o seu eterno servir e esse eterno estar com a divindade.

Certa vez em que Jesus dormia enquanto navegavam, os seus discípulos o despertaram temerosos, porque grande era a tempestade que se aproximava e ameaçava a segurança da embarcação. Despertaram o mestre sobressaltados. Ele despertou, perguntou o que aqueles homens de pouca fé tanto temiam. Aproximou-se das águas, foi a ponta do seu barco, falou com o vento e falou com as águas e estes se acalmaram. Os discípulos admirados perguntavam entre si quem era aquele homem que até o vento e o mar o obedeciam, tamanho era seu magnetismo.

Passa que é diferente o tipo de fé que professamos. Se a nossa fé necessita de eventos externos para se sustentar, se a nossa fé precisa que nossos deuses nos atendam as necessidades, os pedidos que fazemos, nossa fé é fraca, nossa fé é adoecida, porque ela só se sustenta quando é satisfeita, quando nosso desejo é satisfeito. E aí temos fé, e aí honramos e proclamamos aos quatro cantos e aos ventos, como é forte a nossa fé, como são fortes os nossos deuses, mas quando a fé se sustenta na certeza de que somos o tempo inteiro amparados e esse amparo vem exatamente na medida da nossa necessidade, do nosso empenho e da nossa responsabilidade para com a vida, para com o mundo, para conosco, a nossa fé nos sustenta e nos faz entender que tudo que acontece é exatamente o que precisava ter acontecido e não duvidamos porque sabemos que podemos seguir adiante e se não seguimos é porque aquele ciclo acabou, porque se desfez o tempo e nossa fé nos sustenta para o início de um novo e assim seguimos porque estamos em sintonia com o que é justo, belo e poderoso.

A nossa confiança nos alimenta, somos a parte participante e trabalhadora e operante da divindade no mundo. Nosso exemplo, nossa presença falam por ela. Exalamos pelos nossos poros e pelo nosso hálito a presença da divindade, da sabedoria e da justiça. Temos autoridade para assim seguir e não usamos mal a autoridade porque quanto mais sentimos que a temos, mais humildes nos colocamos, sabedores de que tudo só pode provir dele e esse ciclo de bem aventurança e de bem estar jamais termina porque nos colocamos exatamente em nosso lugar e é isso exatamente que Jesus fez o tempo inteiro de sua passagem e segue fazendo em sua existência. Coloca-se exatamente no seu lugar, faz aquilo que é necessário, não pergunta; age, não se impõe; existe e assim devemos nós ser em nossa existência, sabedores de que tudo aquilo que precisamos e que temos, vamos seguindo, entendendo que nada nos pertence. Uma vez abandonando o corpo, não somos nós que decidimos que roupa nos vestirá para o nosso velório, sepultamento, nada nos pertence, tudo é usufruto.

Que saibamos fazer um bom uso do tempo que temos, da vida que temos, do corpo que ora habitamos, das posses que momentaneamente usufruímos, dos títulos que momentaneamente angariamos, assim seguiremos mais leves, assim partiremos mais leves, assim existiremos com leveza e seguiremos servindo a todo momento.

A oração que fazemos em todo início de nossas reuniões nada mais é do que um compromisso com o servir. Que eu seja paz onde há guerra, que eu seja luz onde há treva, que eu seja alegria onde há tristeza, que eu seja o remédio onde há enfermidade e ao mesmo tempo precisamos entender se nós não estamos sendo a treva, a enfermidade ou a tristeza onde alguém precisa ir servir. Quando nos arvoramos de doutores e de senhores da verdade, nos impomos ao mundo e isso adoece o ambiente principalmente aquele que assim o pensa. Mais uma vez quando nos colocamos em nossos lugares de servidores deixamos de nos impor e passamos a servir muito mais e a deixar de fazer perguntas que não têm respostas, a não ser a única resposta que Deus pode dar, se uma boca física tivesse: “isto é vaidade sua”.

Então que possamos abraçar o servir com mais amor e com mais humildade e seguir embelezando o mundo pela presença singela, caridosa e prestadora de serviços.

Graças a Deus.