Mensagem do caboclo Sete Montanhas em sessão de Boiadeiros no dia 23 de maio de 2025.


Graças a Deus e que a paz de nosso senhor Jesus Cristo esteja com todos nesta tarde em que se reúnem em nome de Jesus.

A sua promessa foi de que a cada vez que duas ou mais pessoas se reunissem em seu nome, que ele estaria presente. Palavras que repetimos a cada vez que nos encontramos, buscando reavivar a vossa mente de que Jesus, assim como o sol, que se derrama em vosso planeta a cada hora que se faz necessário; a cada hora que a Terra gira sobre si ele, o sol, se apresenta.

O sol sempre estará lá, assim como Jesus também sempre esteve emanando suas energias ao mundo e, segundo palavras do próprio Jesus, ele entendeu que cedo se apresentava à humanidade. Que seus ensinamentos não foram completamente compreendidos em seu momento e suas palavras seguem hoje com força, mas ainda assim o ser humano também deturpa ou não compreende as palavras de Jesus.

Porque, apesar de se derramar no mundo nas várias vertentes das línguas que o mundo fala, há uma linguagem interna na mensagem de Jesus que nem todo ser humano consegue assimilar; não pela sua complexidade, mas pela sua simplicidade. Porque muitas vezes o ser humano complica aquilo que não é necessário complicar, porque ainda imerso na matéria, ainda envolvido pelo desconhecimento de si e também por todos os sentimentos que ainda o prendem ao mundo material, como a necessidade dos prazeres que os sufocam, como os resquícios da animalidade ou do egocentrismo, impedem de ver a simplicidade das palavras de Jesus, que tão somente estava onde precisava estar e uma vez ali estando, era quem precisava ser.

Enquanto o ser humano necessitar de máscaras e de títulos, será difícil para ele compreender a simplicidade do apenas doar-se desinteressadamente, do esperar respostas que só chegam quando a simplicidade se faz presente. Então que aprendamos com a natureza, que tudo tem os seus ciclos, é necessário que os ciclos se completem para que muitas respostas cheguem até o ser humano. É necessário que ele repita experiências e veja o que ainda não percebeu, apesar de tantas repetições e quando ele entender que é na simplicidade, no tão somente ser, que ele vai começar a dispensar os rituais e vai começar a dispensar todos os protocolos que os afastam da divindade que habita na simplicidade.

Então sejamos mais simples em nossas rogativas, não tão cerimoniosos no trato com a divindade, com os guias, mas por isso também não queremos dizer excesso de intimidade, mas essa distância que colocamos quando nos colocando sempre inferiores ao que já somos. Então o ser humano oscila. Ou se coloca muito inferior ao que é ou se coloca muito superior ao que é, difícil lhe é entender qual é sua real postura. Ou se coloca muito abaixo ou se coloca muito acima, sempre refletindo resquícios de vaidade, porque o excesso de humildade é vaidade.

Que consigamos nos desembaraçar da dificuldade do relacionamento com a mediunidade, com o orixá, com a divindade e com as pessoas que estão ao nosso lado, conseguindo nos despir, fazendo com que a linguagem e com que a emoção falem por si. Não coloquemos mais máscaras, porque essa interposição de palavras, de sentimento, dificultam as comunicações e fazem com que se distanciem ainda mais. Já sabemos o que é animalidade, o que é a vulgaridade, já sabemos o que é o excesso de formalidade, precisamos agora assimilar e praticar a real humanidade que está presente no que é polido, no que é educado sem ser distante, mas também que é íntimo sem ser vulgar e invasivo e esse equilíbrio quando o homem conseguir discernir essa simplicidade, conseguirá alavancar para dentro de si o seu conhecimento e para fora de si o entendimento de toda criatura que por ele passa.

Graças a Deus.