{"id":6120,"date":"2025-11-20T19:31:44","date_gmt":"2025-11-20T19:31:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cejv.com.br\/site\/?p=6120"},"modified":"2025-11-20T19:31:46","modified_gmt":"2025-11-20T19:31:46","slug":"mensagem-do-caboclo-sete-flechas-em-sessao-de-pretos-velhos-no-dia-08-de-novembro-de-2025","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/mensagem-do-caboclo-sete-flechas-em-sessao-de-pretos-velhos-no-dia-08-de-novembro-de-2025\/","title":{"rendered":"Mensagem do caboclo Sete Flechas em sess\u00e3o de Pretos velhos no dia 08 de novembro de 2025."},"content":{"rendered":"\n<p>Gra\u00e7as a Deus e que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos nesta tarde em que se re\u00fanem em nome de Jesus.<\/p>\n\n\n\n<p>E seguimos com os nossos rituais que se repetem periodicamente, alimentando a expectativa de filhos, alimentando a vossa necessidade da rotina, porque o ser humano tamb\u00e9m se alimenta da rotina. Atrav\u00e9s dela marca o tempo para que a sua sanidade mental permane\u00e7a. Os ciclos que se repetem d\u00e3o aos filhos a no\u00e7\u00e3o da passagem do tempo e isso \u00e9 importante para que o ser humano acompanhe a sua passagem pelo mundo, os momentos que v\u00e3o se repetindo ao longo da vida, ao longo do ano, ao longo da semana, d\u00e3o aos filhos a expectativa e a sensa\u00e7\u00e3o de um controle do que acontecer\u00e1 depois, para que ent\u00e3o possa transitar no mundo com menos ansiedade. Ent\u00e3o que possamos fazer da rotina, n\u00e3o uma repeti\u00e7\u00e3o doentia de a\u00e7\u00f5es, onde nos agarramos como n\u00e1ufragos na expectativa de que nada mude, mas que fa\u00e7amos da rotina a marca\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Se aproximam os festejos natalinos, ent\u00e3o filhos marcam esse tempo com a necessidade de perdoar-se, de perdoar os outros, de confraternizar, ent\u00e3o que n\u00e3o fa\u00e7am disso uma rotina t\u00e3o somente social, aonde os perdoes s\u00e3o sociais e muito rasos, nada profundos ou t\u00e3o somente se agarram cada vez mais em si, pra dizer: &#8220;tudo isso \u00e9 falsidade e ilus\u00e3o, n\u00e3o me satisfaz&#8221;. \u00c9 preciso que peguemos essas rotinas e aproveitemos os simbolismos que elas t\u00eam para que possamos efetivamente aproveitar e retirarmos de n\u00f3s os casc\u00f5es de excesso de prote\u00e7\u00e3o de si mesmo ou de excesso de agarrar-se \u00e0 posturas que n\u00e3o funcionam mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o os ciclos de final de ano propiciam o repensar, como foi aquele ano, se realmente ele valeu a pena, se realmente eu somente repeti rituais sociais ou se eu melhorei enquanto pessoa. Porque se as minhas preces seguem as mesmas durante 15 anos, ou Deus n\u00e3o est\u00e1 me ouvindo ou eu n\u00e3o estou sabendo o que fazer com a minha vida. E ent\u00e3o come\u00e7a mais um ano e passam os festejos de cara suja e passam as festas de Santos e chega o meio do ano e o frio j\u00e1 se faz presente. Tudo isso d\u00e1 ao ser humano a certeza de que o tempo est\u00e1 passando e ele pode contar quantos invernos j\u00e1 passou na Terra, quantas primaveras j\u00e1 completou na Terra, assim como um m\u00e9dium vai computando quantas cachoeiras e praias j\u00e1 completou naquele templo. Tudo isso vai marcando o tempo e espera a espiritualidade que, atrav\u00e9s do revisitar, reviver e repetir, esses rituais n\u00e3o sejam apenas marcas na parede, como fazem os reclusos da sociedade, que contam o tempo na \u00e2nsia de saber quanto tempo passou, sem se preocupar com o que agregaram, o que fizeram durante esse tempo e o que melhorou em si. \u00c9 isso que \u00e9 necess\u00e1rio: Que fa\u00e7amos da rotina, inclusive di\u00e1ria, a oportunidade de repensarmos. Esse \u00e9 o despertar. Ao abrirmos os olhos e formos fazer a higiene natural do dia-a-dia, pensar: &#8220;Este banho est\u00e1 me preparando para o dia de que forma?&#8221; &#8220;De que maneira estou recebendo essa \u00e1gua que cai sobre mim?&#8221;, &#8220;De que maneira estou recebendo este alimento que vem sustentar o meu organismo para passar o dia?&#8221;; ou se aquele ritual simplesmente antecipa o dissabor de conviver em um trabalho que n\u00e3o me satisfaz, ou simplesmente aquele ritual antecipa o dia vazio que me espera pela frente. Todos estes rituais marcam momentos e precisamos fazer com que eles simbolizem, sejam marcos de uma coisa nova ou que pelo menos que nos fa\u00e7am bem, para que a vida e o dia sejam preenchidos com mais leveza, com mais alegria e expectativa sadia. N\u00e3o a expectativa que adoece o futuro, mas a expectativa que alimenta a f\u00e9 e que d\u00e1 para o homem a oportunidade, o combust\u00edvel de buscar ser melhor ou o dia passar\u00e1 e o repouso noturno ser\u00e1 tamb\u00e9m motivo de ansiedade, porque vamos achar sempre que a noite passou depressa demais, que n\u00e3o descansamos o suficiente e que mais um dia est\u00e1 a\u00ed para nos exaurir e n\u00e3o para que eu cumpra o meu papel no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Fa\u00e7amos de cada ritual que vivemos seja ele da vida di\u00e1ria, profana ou religiosa, os marcos que nos dizem que o tempo est\u00e1 passando e quantas medalhas eu j\u00e1 angariei ou quantas ainda eu preciso me melhorar para alcan\u00e7ar.<\/p>\n\n\n\n<p>Preenchamos a nossa vida com expectativas saud\u00e1veis e saibamos que uma \u00e1rvore frut\u00edfera, a sua miss\u00e3o \u00e9 produzir frutos. Ela vive para isso. Ela retira do solo nutrientes, ela se aproveita da luz do sol, ela faz a troca gasosa atrav\u00e9s de suas folhas, ela se enche de flores, ela abriga passarinhos ou protege seres humanos com sua sombra, mas a sua miss\u00e3o principal \u00e9 reproduzir-se, \u00e9 produzir frutos, perpetuar-se no mundo. Um fruto \u00e9 o melhor do que uma \u00e1rvore frut\u00edfera pode oferecer ao homem e \u00e0 humanidade. Ent\u00e3o entendam que cada parte da \u00e1rvore frut\u00edfera \u00e9 importante, seja sua casca rugosa, as ra\u00edzes que se escondem no ch\u00e3o ou os galhos que buscam a luz, tudo isso \u00e9 importante e faz parte do produto final que \u00e9 o fruto que ser\u00e1 oferecido. Ent\u00e3o \u00e9 importante percebermos que em nossa vida nada \u00e9 em v\u00e3o tudo \u00e9 importante, tudo que passamos nos comp\u00f5e, faz parte de nossa hist\u00f3ria, de nossa estrutura, precisamos valorizar tudo que vivemos e fazer desses eventos e das mesmas composi\u00e7\u00f5es nossas, nossos pensamentos, nossas atitudes, nossa casca rugosa, nossas ra\u00edzes que escondemos ou nossos pensamentos que buscam o alto, tudo isso faz parte do ser humano e o que produzimos para o mundo e oferecemos para o outro \u00e9 o melhor que conseguimos fazer.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o que possamos valorizar a nossa trajet\u00f3ria, a nossa hist\u00f3ria, os nossos rituais internos porque tudo isso faz parte de n\u00f3s. Assim como as \u00e1rvores, possamos assumir a nossa miss\u00e3o, nossos frutos, aquilo que alimentar\u00e1 o mundo, aquilo que compor\u00e1 a paisagem na nossa trajet\u00f3ria no mundo. Seja a \u00e1rvore com seu caule rugoso ou que, muitas vezes, passou pelo ataque das pragas; s\u00e3o as medalhas que a \u00e1rvore tem e assim como n\u00f3s, que passamos por todas as vicissitudes necess\u00e1rias, tamb\u00e9m precisamos honrar nossa vida, nosso passado, nossa hist\u00f3ria e tudo aquilo que produzimos, com a consci\u00eancia. Diferen\u00e7a entre a \u00e1rvore frut\u00edfera e o homem \u00e9 que o homem tem a consci\u00eancia e sabe os frutos que est\u00e1 produzindo. Ent\u00e3o que utilize a sua estrutura, a sua trajet\u00f3ria e ofere\u00e7am ao mundo o melhor dos frutos que possam produzir.<\/p>\n\n\n\n<p>Gra\u00e7as a Deus.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ent\u00e3o que possamos fazer da rotina, n\u00e3o uma repeti\u00e7\u00e3o doentia de a\u00e7\u00f5es, onde nos agarramos como n\u00e1ufragos na expectativa de que nada mude, mas que fa\u00e7amos da rotina a marca\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel do tempo.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5648,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2],"tags":[106,84,86,81,111],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6120"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6120"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6120\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6121,"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6120\/revisions\/6121"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5648"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6120"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6120"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6120"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}