{"id":5937,"date":"2024-09-02T16:36:47","date_gmt":"2024-09-02T16:36:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cejv.com.br\/site\/?p=5937"},"modified":"2024-09-02T16:36:48","modified_gmt":"2024-09-02T16:36:48","slug":"mensagem-do-caboclo-sete-flechas-em-sessao-de-boiadeiros-do-dia-10-de-agosto-de-2024","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/mensagem-do-caboclo-sete-flechas-em-sessao-de-boiadeiros-do-dia-10-de-agosto-de-2024\/","title":{"rendered":"Mensagem do caboclo Sete Flechas em sess\u00e3o de Boiadeiros do dia 10 de agosto de 2024."},"content":{"rendered":"\n<p>Gra\u00e7as a Deus, que a paz de nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos nesta tarde.<\/p>\n\n\n\n<p>Que vossa busca de orienta\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de nosso templo possa ser saciada, mas o ser\u00e1 na medida em que filhos se permitirem assimilar os ensinamentos, porque muitas vezes vamos a uma fonte, provamos da \u00e1gua, mas de alguma maneira n\u00e3o nos apetece apesar de matar a sede, tal qual c\u00e2ntaros que guardam em si o sabor de seu conte\u00fado e o passam para \u00e1gua que oferecem. Ent\u00e3o muitas vezes a \u00e1gua ado\u00e7a nosso paladar, muitas vezes \u00e9 doce e toda a nossa atra\u00e7\u00e3o vai pelo o que nos agrada, ou ainda n\u00e3o estamos preparados para entender o sabor que tem aquelas \u00e1guas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o tempo que nos capacita a entender, atrav\u00e9s do amadurecimento, que rem\u00e9dios amargos servem para determinados males. N\u00e3o s\u00f3 os sabores adocicados v\u00e3o se fazer presentes nas medicinas. Para crian\u00e7as vosso com\u00e9rcio costuma colocar sabores de forma em que o paladar, sendo agrad\u00e1vel, a crian\u00e7a n\u00e3o rejeite o rem\u00e9dio que lhe \u00e9 ministrado, mas na medida em que o ser humano vai sendo dotado de crescimento e de entendimento, todos estes apelos de cores e de sabores come\u00e7am a ficar mais ao \u00e2mbito infantil e o ser humano adulto precisa entender que sim, muitas vezes uma inje\u00e7\u00e3o ter\u00e1 o efeito que se deseja ou muitas vezes um rem\u00e9dio de sabor n\u00e3o t\u00e3o agrad\u00e1vel ter\u00e1 o uso e a aplica\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para a sua enfermidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E assim tamb\u00e9m \u00e9 o homem&nbsp; na busca do conhecimento. De maneira l\u00fadica, a espiritualidade, a pr\u00f3pria vida vai criando o ser humano de forma que as cores que os jogos introjetem no\u00e7\u00f5es de responsabilidade e de cuidado, mas na medida em que o ser humano amadurece a vida vai se provando um pouco mais severa. Nem sempre t\u00e3o doce, nem sempre t\u00e3o colorida, mas mesmo assim necess\u00e1ria para o crescimento, porque ervas amargas tamb\u00e9m curam. Ervas amargas s\u00e3o muito \u00fateis na cura dos males do est\u00f4mago. O ser humano entende isso e apesar do amargor faz uso daquela erva porque sabe que \u00e9 o rem\u00e9dio que precisa para a sua enfermidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o as vezes a leitura, a disciplina ou a palestra ou as orienta\u00e7\u00f5es, ou a espiritualidade nem sempre caem bem. Tornamo-nos refrat\u00e1rios ao ensinamento porque ele n\u00e3o nos apetece, n\u00e3o amadurecemos de modo a perceber que aquilo \u00e9 necess\u00e1rio para o nosso crescimento. E o crescimento \u00e9 um caminho que se caminha sozinho. O crescimento \u00e9 um caminho onde observamos o outro, mas \u00e9 um caminho solit\u00e1rio, \u00e9 um caminho \u00fanico, percorrido somente por aquela pessoa que amadurece.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos sinais que direcionam o caminho, temos \u00edcones que j\u00e1 passaram por caminhos semelhantes que nos dizem que \u00e9 poss\u00edvel este caminho, mas os p\u00e9s que trilham aquela estrada obedecem os p\u00e9s do seu possuidor. Ent\u00e3o a espiritualidade insufla, mas \u00e9 o ser humano em sua evolu\u00e7\u00e3o que conseguir\u00e1 trilhar os caminhos que precisa passar em amadurecimento. E o tempo, esse se alarga, mas n\u00e3o espera, o tempo nos consome. E precisamos ser d\u00f3ceis ao tempo como tamb\u00e9m ao aprendizado e entender que essa solid\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria, porque \u00e9 justamente ela que d\u00e1 oportunidade de demonstrar a fortaleza de nosso car\u00e1ter e de nossa vontade. Ter a coragem de deixar de lado costumes e coisas que nos serviam como uma roupa, como uma indument\u00e1ria que nos identificavam, uma companhia, um companheiro, algo que faz\u00edamos, mas que a vida e todos os seus rem\u00e9dios, amargos ou n\u00e3o, foram nos fazendo crescer e aquela roupa n\u00e3o nos cabe mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Por mais que tentemos retornar em um momento dentro da mem\u00f3ria ou mesmo retornar a h\u00e1bitos antigos; n\u00e3o nos satisfazem mais. N\u00e3o cabemos mais naqueles momentos, n\u00e3o cabemos mais naquelas vidas, porque nossa vida foi pra diante, caminhou, modificou-se. Uma borboleta jamais se adaptar\u00e1 ao casulo que a formou, ela precisa al\u00e7ar voo. Guardando a sua experi\u00eancia, guardando tudo aquilo que viveu com agradecimento, mas entendendo que o momento \u00e9 de novos horizontes observados e buscados e novas estradas, novas poeiras a sedimentarem-se em nossas sand\u00e1lias.<\/p>\n\n\n\n<p>E o crescimento \u00e9 justamente isso sem perdermos a ess\u00eancia, o agradecimento, a mem\u00f3ria afetiva, emocional, que nos liga a um passado de onde viemos, mas que n\u00e3o nos pertence mais. E o crescimento faz parte de reconhecer esse n\u00e3o pertencimento, agradecer por um dia ter pertencido, mas seguir a diante louvando tudo que vivemos e aprendemos, percebendo que o caminho \u00e9 \u00fanico. O crescimento n\u00e3o tem, como as m\u00e1quinas que vos transportam, a r\u00e9. Uma vez aprendida coisas novas, as antigas fazem parte do alicerce, mas uma vez que n\u00e3o sirvam mais t\u00e3o somente servem como b\u00fassolas de orienta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>E esse caminho se caminha s\u00f3. Este caminho \u00e9 o caminho das medalhas que s\u00e3o \u00fanicas, pr\u00f3prias. Demore o tempo que for, todos amadurecer\u00e3o e crescer\u00e3o seja pela dor, seja pelo amor, seja pela observa\u00e7\u00e3o, seja pela vontade, mas a \u00fanica coisa que temos a perceber \u00e9 que o tempo n\u00e3o para e n\u00e3o espera por ningu\u00e9m. Cabe a n\u00f3s sermos d\u00f3ceis a ele, porque assim est\u00e1 programado para toda criatura criada por Deus. A humanidade em sua trajet\u00f3ria evolutiva, outros seres em outros planos tamb\u00e9m em sua trajet\u00f3ria evolutiva, mas todos em um caminho \u00fanico de amadurecimento constante e aqueles que se atrasam por desconhecimento ou por vontade pr\u00f3pria, o cansa\u00e7o e o pr\u00f3prio progresso vos empurrar\u00e3o. Ent\u00e3o que sejamos d\u00f3ceis ao tempo nos adequando a ele.<\/p>\n\n\n\n<p>E deixarmos pra traz as roupas antigas que n\u00e3o nos pertencem, onde n\u00e3o cabemos. Usemos as novas, mais adaptadas ao nosso momento e as nossas necessidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Gra\u00e7as a Deus.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por mais que tentemos retornar em um momento dentro da mem\u00f3ria ou mesmo retornar a h\u00e1bitos antigos; n\u00e3o nos satisfazem mais. N\u00e3o cabemos mais naqueles momentos, n\u00e3o cabemos mais naquelas vidas, porque nossa vida foi pra diante, caminhou, modificou-se.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5648,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2],"tags":[38,106,84,87,86,85,43,81,111,102],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5937"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5937"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5937\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5938,"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5937\/revisions\/5938"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5648"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5937"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5937"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5937"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}