{"id":5163,"date":"2017-12-28T14:18:11","date_gmt":"2017-12-28T14:18:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/?p=5163"},"modified":"2023-04-02T23:07:31","modified_gmt":"2023-04-02T23:07:31","slug":"sessao-de-pretos-velhos-dia-07-de-outubro-de-2017","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/sessao-de-pretos-velhos-dia-07-de-outubro-de-2017\/","title":{"rendered":"Sess\u00e3o de Pretos Velhos dia 07 de outubro de 2017."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Mensagem do Caboclo Sete Flechas em sess\u00e3o de Pretos Velhos dia 07 de outubro de 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gra\u00e7as a Deus. Que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos nesta tarde.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que estejamos imersos na gl\u00f3ria deste momento no qual os filhos, voluntariamente, se apresentam para a vossa comunh\u00e3o com o mundo espiritual atrav\u00e9s da mediunidade. Atrav\u00e9s da mediunidade de Umbanda que os filhos optaram como a religiosidade a vos guiar em vosso mundo. Que independente da religiosidade que se tenha, das formas de chegarmos a Deus, que tenhamos sempre a coragem de fazer o que \u00e9 necess\u00e1rio fazer. Em todas as reformula\u00e7\u00f5es que as religi\u00f5es orientam, independente da vertente, todas se baseiam no amor; no amor por si para que se possa amar o pr\u00f3ximo, no amor a Deus para que se possa chegar ao pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas as religi\u00f5es falam de uma origem divina do homem, que foi criado \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus. Ent\u00e3o \u00e9 importante tirarmos o preconceito e percebermos que nada mais s\u00e3o do que v\u00e1rias linguagens falando de um mesmo tema. A partir da\u00ed observamos qual linguagem nos fala ao cora\u00e7\u00e3o e \u00e0 mente, qual fala a nossa l\u00edngua para que possamos exercit\u00e1-la e assim seguirmos um caminho voluntariamente escolhido. N\u00e3o importa a vertente religiosa, n\u00e3o importa a f\u00e9; o que importa na evolu\u00e7\u00e3o do homem \u00e9 aquilo que pratica a partir de sua f\u00e9. Ningu\u00e9m \u00e9 salvo t\u00e3o somente pela f\u00e9 que pratica, mas muito mais por aquilo que consegue realizar; \u00e9 o sentimento de conclus\u00e3o das coisas, boas finaliza\u00e7\u00f5es, o aprendizado; isso sim pesa ou eleva dentro da gradua\u00e7\u00e3o espiritual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante o ser humano perceber que \u00e9 um ser greg\u00e1rio. \u00c9 um ser que necessita estar agregado a outros seres, necessita estar em sociedade, em comunh\u00e3o. O homem naturalmente busca a companhia de semelhantes. Assim atrav\u00e9s da descoberta do fogo, da roda e de v\u00e1rias descobertas foi desenvolvendo uma parceria e uma necessidade de manter a esp\u00e9cie atrav\u00e9s dos relacionamentos. O ser humano \u00e9 um ser que necessita estar em contato com os outros para que possa crescer tamb\u00e9m, porque o isolamento excessivo faz o homem mais animalizado e menos s\u00e1bio porque n\u00e3o troca experi\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas mesmo com toda carga social que carrega, toda carga familiar, mesmo pertencendo a um grupo, o ser humano \u00e9 individual. Enquanto os animais t\u00eam comportamentos semelhantes, pois o instinto e a capacidade intelectual moment\u00e2nea fazem com que tenham comportamentos semelhantes quando em vida natural, o ser humano que contem a individualidade e a consci\u00eancia passa a perceber o mundo de forma diferente, passa a ter a pr\u00f3pria compreens\u00e3o do mundo e \u00e9 por isto que em um mesmo grupo, em uma mesma fam\u00edlia encontramos pessoas divergentes. Ent\u00e3o \u00e9 importante o ser humano perceber que se vive em grupo, mas cada um vive uma vida individual, cada um sente cada coisa ao seu modo. \u00c9 importante sabermos que apesar do ser humano praticar a alteridade, reconhecer o outro ao seu lado, reconhecer outra cultura, sempre observar\u00e1 as coisas a partir do pr\u00f3prio olhar. Podemos exercitar o olhar do outro, mas \u00e9 somente o outro que sente a sua dor as suas percep\u00e7\u00f5es. Este \u00e9 um exerc\u00edcio para que se possa respeitar a individualidade do outro. Podemos nos aproximar do sentimento de perda, do sentimento de enfermidade, da alegria, mas cada um sente e leva a vida \u00e0 sua pr\u00f3pria maneira. \u00c9 isso que \u00e9 imperioso que se reconhe\u00e7a para que possamos compreender o porque de muitas vezes n\u00e3o conseguirmos transmitir aos nossos companheiros de jornada da mesma forma e intensidade aquilo que buscamos e aquilo que queremos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 natural que o ser humano ingresse em uma casa religiosa ou enverede por um caminho de conhecimento e percebe que outras pessoas distantes de si entram em sintonia com maior facilidade com ele do que os pr\u00f3prios companheiros de teto. Percebe-se fora do seu meio, sente-se um peixe fora da \u00e1gua, um estrangeiro dentro da pr\u00f3pria casa, porque as verdades que encontrou e as verdades que busca, nem sempre calam para os seus semelhantes como calam para ele e outras pessoas que comungam o mesmo est\u00e1gio evolutivo. Isso \u00e9 natural, porque a cada vez que optamos por um caminho, optamos por n\u00f3s mesmos. \u00c9 por isso que a mediunidade \u00e9 um caminho que se vive sozinho, \u00e9 por isso que o m\u00e9dium quando entra para uma casa religiosa o faz por si, ele pode dizer que o fez para ajudar o filho ou o c\u00f4njuge, mas n\u00e3o; na verdade cada um busca o autoconhecimento e se favorece com o contato que tem com suas energias na medida em que se permite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o \u00e9 natural que ao assumirmos posicionamentos, ao buscarmos conhecimento, que nos destaquemos de nosso meio, muitas vezes somos tidos como loucos ou fan\u00e1ticos; mas acontece que estamos bebendo de fontes das quais n\u00e3o t\u00ednhamos bebido ainda e que nos fazem bem e que buscamos beber mais, porque o ser humano repete tudo aquilo que lhe faz bem, que lhe d\u00e1 prazer. Se a mensagem que transmitimos ainda n\u00e3o faz bem ao nosso semelhante, ele n\u00e3o soube ainda captar a mensagem. Cabe a n\u00f3s orarmos e seguirmos adiante sem deixarmos de lado a miss\u00e3o. Disse Jesus que ningu\u00e9m \u00e9 profeta em sua terra, porque o pr\u00f3prio Jesus n\u00e3o foi reconhecido na Galil\u00e9ia, n\u00e3o foi reconhecido em Bel\u00e9m, lugares onde passou a inf\u00e2ncia, onde cresceu, onde foi adolescente, um menino e ningu\u00e9m reconheceu o menino que cresceu e amadureceu, tal qual cada um de voc\u00eas dentro da pr\u00f3pria fam\u00edlia quando alcan\u00e7am graus de conhecimento, todos duvidam se realmente \u00e9 capaz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante percebermos que muitas vezes nossa miss\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 com quem est\u00e1 ao nosso lado, mas com o outro. \u00c9 o outro que nos faz crescer, o outro que est\u00e1 nos ouvindo. Nossa miss\u00e3o \u00e9 onde nossa palavra cresce, encontra ra\u00edzes e se desenvolve.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Saibamos reconhecer os limites que temos, pois assim como n\u00f3s lan\u00e7amos sementes que brotam nos cora\u00e7\u00f5es alheios, tamb\u00e9m outras vozes podem fazer bem aos nossos companheiros de jornada. Assim cada um auxilia o outro, da\u00ed a diversidade e a multiculturalidade necess\u00e1rias ao amadurecimento do ser humano. Que cada um permane\u00e7a onde est\u00e1 e lhe faz bem. N\u00e3o duvidem de vossas for\u00e7as e acreditem que cada um est\u00e1 onde tem que estar. Que o conhecimento seja aumentado na medida em que faz bem ao conhecedor, que saibamos a partir da\u00ed sermos luz, distribuir benef\u00edcios sempre pois trabalho existe; basta que saibamos encontra-lo e faze-lo produtivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gra\u00e7as a Deus.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem do Caboclo Sete Flechas em sess\u00e3o de Pretos Velhos&#8230; <\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":4956,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5163"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5163"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5163\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5164,"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5163\/revisions\/5164"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4956"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5163"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5163"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.cejv.com.br\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5163"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}