Sessão de Mesa do dia 15 de abril de 2016


Mensagem do Sr Altair [1] em sessão de Mesa do dia 15 de abril de 2016.

Boa tarde.

Com muita satisfação, mais uma vez, me apresento para o comando de nossa reunião de Mesa.

Com a permissão da cúpula de nosso Terreiro, deixo aos guardiões o trabalho de momentaneamente zelarem pela nossa segurança e me apresento para exercitar também mais uma face do trabalho que me compete. Sou Altair Veloso para os que preferem um nome humano e Sr Exu do Cheiro para os que preferem os nomes sacerdotais.

Exercitando o trabalho de orientador que outrora fui, em uma de minhas passagens pela Terra, vamos falar hoje sobre o não julgamento, sobre a postura necessária a todos que exercitam a lida da formação de mentes, da higienização de caráteres, é isto que um religioso é, seja ele um religioso que professa sua religião através do exercício mediúnico ostensivo, seja ele um representante de sua religião mesmo não mediunizando-se ostensivamente, ainda assim, é responsável por representar a casa a qual pertence. Seja ele um orientador de qualquer religião que aceite ou não a comunicação mediúnica, ele é sim um veículo de seu mentor.

Mas não basta ser veículo, não basta ter conhecimento, não basta disponibilizar-se. O que dará o tem de verdade, o que aumentará o vosso poder de envolvimento é a postura não julgadora de qualquer pessoa que se apresente à vossa frente necessitando de auxílio. Sendo ela uma pedinte de auxílio ou não, verbalizando ou não. Esqueçamos que o nosso trabalho de orientadores não se resume aos poucos momentos em que endossamos o hábito e mediunizamos. O trabalho de todo religioso, que efetivamente quer ter seu trabalho bem feito, é estender sua postura a todos os que com ele comungam a vida. Não adianta sermos dóceis e pacientes com pessoas com as quais passamos horas, momentos e não termos o mínimo de compaixão para aqueles a quem a sintonia e a sua lei fizeram com que estejam ao nosso lado.

A postura não julgadora, a postura de colocar-se no lugar, nos olhos, na vida do outro. Isto sim nos dá condições de compreender o semelhante. A cada vez que dizemos: “Isto está errado.”, assumimos que sabemos o que é o certo, mas vida nos mostra que as noções de certo e errado podem variar de acordo com a ótica de quem vê. Se querem realmente exercer a vossa função de orientadores de mentes; percebam, entendam e assumam de que para Deus não existe o erro, de que para Deus não existe “O pecado”. Tudo o que existe é o vai e vem da ação e reação. A cada ação que se toma, a vida e o universo se encarregam de devolver uma reação na mesma sintonia de acordo com o que a ação promoveu.

Inteligentemente induzam todos os seus companheiros de jornada a analisarem se as respostas que a vida tem lhes dado lhes satisfazem e a partir desta análise, modifiquem ou não os movimentos que realizam na vida.

Não assumam a postura de quem vai solucionar os problemas do mundo, mas tenham a humildade e a boa vontade de serem auxiliares; de serem aqueles que amparam, que cicatrizam feridas. Ser solucionador é demasiado pesado, um trabalho impossível de ser feito diante da complexidade da vida de cada ser humano, pois cada um soluciona-se a si com o auxílio do seu semelhante.

Na medida em que não julgam, atraem para si a simpatia daqueles que pedem auxílio; na medida em que o espírito se sente acolhido, tende a mostrar-se mais e ao mostrar-se mais consegue escoar a sua carga de carência, de culpa, de mágoa e quanto menos julgamos, mais enxugamos lágrimas e mais enxugamos as nossas próprias lágrimas quando percebemos que muitos de nossas dores são ínfimas diante de tanto sofrimento que assola a humanidade.

Jamais assumam a posição de senhores da verdade, mas sejam sempre aqueles que buscam a verdade onde quer que ela esteja. A verdade nem sempre é simpática, a verdade nem sempre é bela, mas verdade sempre solucionará vossas dificuldades. Ela sempre cicatrizará tudo que a mentira esconde, que a falsidade faz danos.

Em vossa prática adicionem a postura não julgadora e busca incessante da verdade.

Graças a Deus.

[1] Nome de encarnado do Sr Exu do Cheiro.