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Altar: ornamentação da festa de Ogum deste ano e de 31 anos do terreiro


Nossa História


Somos um terreiro de Umbanda, oficialmente em funcionamento desde 1975. Nossas atividades tiveram início em 23 de abril daquele ano, sob o comando da médium Cleydes Justino Bove. Após seu falecimento em 1997, o comando do terreiro passou a ser exercido por seu sobrinho, o médium Nilton de Almeida Junior.

Nossa história começa, entretanto, bem antes de 1975. Ela tem início quando dona Cleydes era ainda um bebê e foi desenganada pelo médico em virtude de uma estranha infecção que a acometeu. Corria o ano de 1923 e seu pai, Sebastião Justino, como último recurso procurou ajuda na espiritualidade para a cura de sua filha. Com a recuperação da pequena Cleydes, seu Sebastião interessou-se pelo fenômeno mediúnico tendo, com isto, ele mesmo, tempos depois, acabando por desenvolver a sua mediunidade.

Naquela época a única construção que havia no terreno, era uma pequena casa na frente que servia de moradia para seu Sebastião, sua esposa dona Maria Pinajé Justino e os filhos do casal. Na parte de trás do terreno existia um poço, que abastecia a família com água, e o quintal com ervas e árvores dentre as quais a mangueira que se situa na frente do atual terreiro e onde seu Sebastião atendia a clientela que passou a procurá-lo para atendimento espiritual. Do pouco que conseguimos resgatar daquela época, seu Sebastião fazia benzeduras utilizando um punhal e vez por outra tinha a incorporação de uma entidade que era identificada pelo nome de Piolho de Cobra.

Com retorno de seu Sebastião ao mundo espiritual, as atividades mediúnicas somente voltaram a acontecer com a abertura do Centro Espírita João Vicente em 23 de abril de 1975, em sessão festiva em homenagem a Ogum. O nome do terreiro é uma homenagem ao primeiro neto de dona Cleydes, nascido em 21 de janeiro de 1973 e que teve seu retorno ao mundo espiritual ainda criança em 02 de junho de 1976, não resistindo ao tratamento cirúrgico de uma disfunção cardíaca congênita. Inicialmente o terreiro funcionava na antiga construção onde era a residência da família. Tempos depois é que foi construído o galpão onde hoje realizamos nossas atividades.

Sob o comando espiritual do Caboclo Flecheiro e do Preto Velho Pai Benedito, dona Cleydes cumpriu sua missão mediúnica, sempre auxiliada pela amiga dona Zizinha e seu guia o Caboclo Monjacá. Tempos mais tarde, sua irmã carnal Keomy Justino de Almeida (mãe do atual dirigente) passou a fazer parte do corpo mediúnico. Dos médiuns daquela época, os únicos que permaneceram ligados ao terreiro são Ivanilda Antônio da Silva (Vani), a atual mãe pequena, e seu esposo Deoclecides Monteiro da Silva (Doca).

A casa continuou seu trabalho e mais trabalhadores, que também permanecem em atividade conosco, iniciaram seu desenvolvimento mediúnico sob a orientação de dona Cleydes. São eles Helenita dos Santos Félix, Vânia Rodrigues, Célia Rodrigues, Vera Rodrigues Costa e o atual pai pequeno, Maurício Rodrigues Costa. Com o natural passar do tempo, motivos de saúde afastaram dona Zizinha das atividades mediúnicas e dona Keomy passou a auxiliar sua irmã no comando do terreiro. O tempo continuou seguindo seu curso e também dona Cleydes começou a sentir seus efeitos. Seu retorno ao mundo espiritual se deu em 16 de outubro de 1997.

Ciente de que o comando do terreiro não era seu, dona Keomy foi buscar na espiritualidade a resposta sobre a continuidade do funcionamento do terreiro e seu futuro dirigente. A espiritualidade apontou como sucessor de dona Cleydes, o filho de dona Keomy o atual dirigente Nilton de Almeida Junior, que vem comandando o terreiro sob a orientação espiritual do Caboclo Sete Montanhas desde março de 1998.

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